domingo, 22 de março de 2026

HOJE É O DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Eventos climáticos extremos ampliam debate sobre gestão das bacias hidrográficas

No Dia Mundial da Água, especialistas alertam para a importância do planejamento hídrico na Bahia

Por - Natális CBH LESTE  - O aumento dos eventos climáticos extremos — como longos períodos de seca e chuvas intensas — tem acendido um alerta importante: é preciso cuidar melhor da água.

Mais do que nunca, o planejamento das bacias hidrográficas surge como uma ferramenta essencial para enfrentar esses desafios, especialmente em regiões vulneráveis como o Nordeste brasileiro.

Estudos do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas apontam que a região está entre as mais afetadas pelas variações do clima, o que impacta diretamente a disponibilidade de água e a vida da população.

 Dia Mundial da Água: momento de reflexão

Rio cachoeira, que corta Itabuna, um dos mais poluidos do Brasil - Foto arquivo.

Neste domingo (22), quando se celebra o Dia Mundial da Água, instituído pela Organização das Nações Unidas, o tema ganha ainda mais relevância.

Apesar de o Brasil concentrar cerca de 12% da água doce superficial do planeta — segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico —, essa riqueza natural não está distribuída de forma igual. Enquanto algumas regiões têm abundância, outras enfrentam escassez.

E é aí que entra o planejamento.

 Gestão da água: responsabilidade de todos

A gestão das bacias hidrográficas permite organizar o uso da água de forma equilibrada. No país, os Comitês de Bacias Hidrográficas reúnem representantes do poder público, usuários e sociedade civil para discutir soluções e definir prioridades.

Na Bahia, já são 14 comitês atuando em diferentes regiões.

Segundo especialistas, esses espaços são fundamentais para garantir decisões mais justas e eficientes.

“A gestão da água exige planejamento, participação social e visão de longo prazo. Os comitês são essenciais para construir soluções coletivas”, destaca Ana Odália Sena, coordenadora do Fórum Baiano de Comitês de Bacias.

 Avanços importantes na Bahia

Algumas regiões já avançam nesse planejamento. Um exemplo é a Bacia do Recôncavo Norte e Inhambupe, que inclui Salvador e sua Região Metropolitana. Em 2025, foram aprovados instrumentos importantes que definem metas de qualidade da água e orientam ações futuras.

Outro destaque é a Bacia do Rio Paraguaçu, uma das mais extensas do estado. O plano de gestão está em elaboração e deve ser concluído até 2026.

“O Plano de Bacia é essencial para equilibrar os diferentes usos da água”, explica Ismael Medeiros.

 Desenvolvimento com sustentabilidade

No oeste da Bahia, onde a agricultura irrigada tem forte presença, o desafio é conciliar crescimento econômico com preservação ambiental.

“A água é fundamental para a economia e para a vida. O diálogo entre os usuários é o caminho para soluções sustentáveis”, afirma Lia Dugnani, presidente do Comitê da Bacia do Rio Grande.

🔎 O futuro depende das decisões de hoje

Diante das mudanças climáticas, pensar o uso da água deixou de ser uma escolha — é uma necessidade urgente.

Os Planos de Bacia se consolidam como ferramentas estratégicas para garantir segurança hídrica, proteger o meio ambiente e assegurar qualidade de vida para as próximas gerações.

Cuidar da água é, acima de tudo, cuidar da vida.

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