Cracolândia: governo anuncia fim do uso aberto e planeja centro de tecnologia no coração de São Paulo
![]() |
| Governador Tarcísio |
Transformação urbana e tecnológica
![]() |
| Local limpo, |
Em seu discurso, o governador ressaltou que a revitalização vai devolver “segurança e dignidade” à região.
Segurança pública e policiamento
No evento de apresentação do projeto, Tarcísio falou também da incorporação de medidas de segurança: ele entregou 100 motos para a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal, equipadas com câmeras integradas ao sistema “Smart Sampa”, para patrulhar a região central.
Tratamento e recuperação dos dependentes químicos
Embora sua versão original falasse em remoção completa, o plano atual prioriza o tratamento: o governo afirma ter ampliado os serviços de acolhimento e encaminhamento para dependentes químicos.
Tarcísio, porém, manteve uma postura firme: a internação compulsória não está descartada para quem recusa tratamentos, embora seja considerada “última opção”.
Críticas e controvérsias
Nem todos veem o projeto com bons olhos. Há relatos de que algumas operações para desocupar a Cracolândia envolveram tensões: em uma intervenção da GCM, artistas que ocupavam um teatro vizinho ao local protestaram contra a remoção.
Ativistas e movimentos sociais também levantam questionamentos sobre a abordagem: para alguns, o “fim” da Cracolândia pode significar apenas deslocamento das pessoas para outros locais, sem resolver a raiz do problema.
Desafios de reestruturação
A proposta de transformar a Cracolândia inclui, segundo o TCE de São Paulo, a manutenção de estruturas de atendimento: o CAPS-AD III, localizado na região, continua operando 24 horas para acolher dependentes químicos.
Também há planos para modificar o uso do solo da região: parte será destinada a edifícios públicos, outro trecho a tecnologia, combinando ações de revitalização urbana com fomento econômico.
Avaliação
Para muitos, a iniciativa representa “uma notícia boa”, como você disse: o discurso do governo enfatiza recuperação social, inovação e segurança. No entanto, a concretização do projeto depende de diversos fatores — leilão, parcerias privadas, execução de políticas sociais e aceitação da comunidade local.
Se bem-sucedido, esse pode ser um modelo para outras cidades que enfrentam o desafio de integrar a dependência química com projetos urbanos sustentáveis. Mas críticos alertam: sem políticas de inclusão eficazes, a “revitalização” pode virar gentrificação, empurrando a problemática para fora da vista sem resolver a vida das pessoas.



Nenhum comentário:
Postar um comentário