quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Ex-diretor da PF no governo Lula, preso por corrupção, investigou facada em Bolsonaro

Diretor no Serviço Geológico, ele é suspeito de integrar organização criminosa

Delegado Rodrigo de Melo Teixeira foi o 3º da hierarquia da Polícia Federal sob o governo Lula (Foto: Divulgação)

Do -  Diario do Poder - Um delegado federal nomeado ao menos duas vezes para cargos estratégicos e de confiança no governo de Lula (PT) foi preso nesta quarta-feira (17) pela Polícia Federal, entre 22 alvos de mandados de prisão preventiva por suspeita de integrar uma organização criminosa que lucrou ao menos R$ 1,5 bilhão com corrupção e crimes ambientais na mineração. Rodrigo de Melo Teixeira é ex-titular da Diretoria de Polícia Administrativa da PF, no atual governo petista.

Rodrigo de Melo Teixeira foi superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais e conhecido por iniciar a investigação da facada no então candidato a presidente Jair Bolsonaro, em 2018, cujos resultados foram considerados polêmicos.

A prisão do delegado ocorreu durante a “Operação Rejeito”, que investiga um esquema de mineração ilegal em áreas tombadas, como a Serra do Curral, com o suposto envolvimento de integrantes do alto escalão de órgãos ambientais o grupo de empresários recorria a um amplo esquema de corrupção., A rede envolvia integrantes do alto escalão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), do governo de Minas, e da Agência Nacional de Mineração (ANM), do governo federal.]. Segundo as investigações, Teixeira seria sócio de uma das empresas ligadas ao esquema criminoso.

PF confirmou a prisão de um delegado durante a operação, e o atual superintendente da PF em Minas, Richard Macedo, reforçou que a instituição “não protege e не persegue ninguém”.

O delegado que ocupa o cargo de diretor de Administração e Finanças no Serviço Geológico do Brasil (SGB) é suspeito de utilizar suas funções públicas para tentar interferir em investigações contra empresários de seu interesse foi nomeado como terceiro na hierarquia da PF, em 2023, pelo atual diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. E chefiou a Diretoria de Polícia Administrativa da PF até o final do ano passado.

Rodrigo de Melo Teixeira é suspeito de atuar como gestor oculto de uma empresa de mineração com negócios ligados a investigados pela PF e pela Controladoria-Geral da União (CGU). E foi alvo de decisão de um colegiado de juízes federais que determinou as prisões preventivas, afastou servidores públicos e bloqueou R$ 1,5 bilhão em bens de suspeitos de integrar a organização criminosa com potencial econômico estimado em mais de R$ 18 bilhões.

Diário do Poder não conseguiu contato com a defesa do investigado e mantém espaço aberto para divulgar seu posicionamento sobre a operação.

A Operação Rejeito

Além das ordens de prisão, a PF e a CGU buscam e apreendem provas em 79 endereços suspeitos de envolvimento com os crimes. Também foram determinadas suspensões de atividades de empresas suspeitas. E a PF informou que os alvos da operação teriam atuado para neutralizar a ação do Estado, dificultando as investigações e monitorando autoridades. Bem como para utilizar diversos artifícios para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas.

“O grupo investigado teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração, com a finalidade de obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas. Essas autorizações eram utilizadas para usurpar e explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação, com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos”, detalharam a PF e a CGU.

Nenhum comentário:

Mais de 80% das pastagens do Sul da Bahia podem ser convertidas em Sistemas Agroflorestais com cacau

PARABÉNS, ITABUNA!

                                      ITABUNA  Início do século dezenove  Entre os claros da Mata Atlântica...  Do solo sagrado de um chão i...