Com 126 amostras de sete estados, oitava edição integra a seletiva brasileira para o prêmio internacional Cacao of Excellence Awards
Por Livia Cabral ' Vinte amostras da Bahia, do Espírito Santo, do Pará e de Rondônia são finalistas do VIII Concurso Nacional de Cacau Especial – Sustentabilidade e Qualidade. A edição recebeu um número recorde de 126 amostras, enviadas por 101 produtores de sete estados. Os três melhores lotes de cada categoria, Mistura e Varietal, serão reconhecidos com mais de R$ 60 mil em premiações. Os vencedores serão anunciados em 5 de dezembro, em Ilhéus, no retorno da cerimônia à Bahia.
Das amostras inscritas, 81 concorreram em Mistura, que combina diferentes variedades, e 45 em Varietal, destinada a lotes de uma única variedade. Rondônia liderou as inscrições nas duas modalidades e reuniu o maior número de produtores participantes, seguida de Bahia e Pará. Também participaram produtores do Espírito Santo, Amapá, Minas Gerais e Tocantins.
Pará e Rondônia à frente na seleção
O Pará concentra oito amostras finalistas, seguido de Rondônia, com sete, Bahia, com três, e Espírito Santo, com duas. Selecionados por critérios físico-químicos, sensoriais e de sustentabilidade, os lotes estão divididos igualmente entre as duas categorias. Agrícola Conduru, Cleiton Sousa da Silva e Lídia Rosa Santos Souza se classificaram em ambas.
“Nesta edição, observamos um avanço na qualidade das amostras, com notas de corte mais altas e uma disputa mais acirrada, especialmente na categoria Varietal. Entre as finalistas, destacam-se perfis de sabor mais complexos e expressivos, com notas frutadas, cítricas e florais. Este ano a disputa está mais acirrada porque um número maior de amostras apresentou qualidade superior, especialmente na categoria Varietal. Esse avanço indica que o concurso vem cumprindo seu papel de estimular a melhoria contínua e elevar o padrão de qualidade do cacau brasileiro.”, afirma Laysa Santos, analista sensorial e coordenadora operacional do CIC.
Reconhecimento internacional
Nesta edição, o concurso também integra a seletiva oficial brasileira para o Cacao of Excellence Awards (CoEx), uma das principais referências internacionais na avaliação da qualidade e da diversidade de sabores do cacau. Realizada a cada dois anos, a premiação envolve análises físicas das amêndoas e avaliações sensoriais às cegas da massa de cacau. Os 50 lotes selecionados são transformados em chocolates com receita padronizada e submetidos a um novo painel, que define as distinções de ouro, prata e bronze em quatro regiões produtoras.
Nas edições de 2021, 2023 e 2025, os representantes brasileiros conquistaram seis ouros e três pratas. Em 2021, João Dias Tavares Bisneto recebeu ouro, enquanto Angélica Maria Tavares Lima Fernandes e João Evangelista Lima ganharam prata. Em 2023, os ouros foram para Luciano Ramos de Lima e Miriam Aparecida Federicci Vieira, e a prata, para Robson Brogni. Já na edição de 2025, cujos resultados foram anunciados em fevereiro de 2026, a Fazenda Santa Cruz Agrícola Cantagalo, Gilmar Batista de Souza e Leomar Silva Vieira conquistaram três ouros para o país.
O Concurso Nacional de Cacau Especial é realizado pelo Comitê Nacional de Qualidade de Cacau Especial (CNQCE), com organização do Centro de Inovação do Cacau (CIC), em parceria com a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) e a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB). O patrocínio é da Mars, Cacau Show, CocoaAction Brasil/WCF, Gencau, Sicoob, Senar Bahia, Dengo e Mondelez – Cocoa Life.



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