domingo, 12 de setembro de 2021

Bahia nas últimas 24 horas registra 439 novos casos de Covid-19 e 10 óbitos

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 439 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,04%) e 367 recuperados (+0,03%). O boletim epidemiológico desta sexta-feira (10) também registra 10 óbitos. Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram realizados hoje. Dos 1.225.697 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.196.762 já são considerados recuperados, 2.308 encontram-se ativos e 26.627 tiveram óbito confirmado.

boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.515.169 casos descartados e 231.469 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta sexta-feira. Na Bahia, 51.921 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Vacinação

Com 9.259.618 vacinados contra o coronavírus (Covid-19) com a primeira dose ou dose única, a Bahia já vacinou 83,51% da população adulta (18 anos ou mais), estimada em 11.087.169. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realiza o contato diário com as equipes de cada município a fim de aferir o quantitativo de doses aplicadas e disponibiliza as informações detalhadas no painel https://bi.saude.ba.gov.br/vacinacao/
.http://www.saude.ba.gov.br/2021/09/10/bahia-registra-439-novos-casos-de-covid-19-e-mais-10-obitos-pela-doenca/

Uso excessivo do celular prejudica as relações

Uso excessivo do celular prejudica as relações e a concentração
Foto: Reprodução / CCR Med

Estamos cada vez mais conectados. Nosso tempo offline é cada vez menor, seja por necessidades do trabalho, seja porque nos sentimos atraídos pelas redes sociais. E em tempos de pandemia e isolamento social, parece que fica ainda mais difícil se distanciar do aparelho celular.
 

Essa relação, no entanto, pode acabar se tornando prejudicial, e um "detox digital" pode trazer benefícios. Nos últimos tempos, celebridades como as cantoras Lorde, 24, Luísa Sonza, 23, e Karol Conká, 35, contaram que se afastaram do telefone por um período, para fugir dos haters ou simplesmente para retomar o controle do tempo e construir uma relação mais saudável com a internet.
 

Foi mais ou menos isso que buscou a consultora de imagem Mayumi Ichiura: retomar o controle do próprio tempo. Aos 25 anos, ela conta que não estava conseguindo separar a vida pessoal do trabalho e, por isso, resolveu que desligaria o celular e o notebook aos sábados e domingos, durante três meses.
 

"Percebi que mesmo no final de semana eu estava trabalhando", diz. "Minha solução foi desligar o celular, porque eu estava no automático." Ela lembra que, de tão conectada, acabou se distanciando da própria família. "Não percebi tantas coisas que estavam acontecendo ao meu redor, como o crescimento da minha filha", diz ela sobre a criança, de 1 ano e dois meses.
 

Mayumi diz que, após se submeter ao detox digital, até sua performance no trabalho melhorou. "Me ajudou a estabelecer metas", afirma. E conta que aprendeu a aproveitar melhor cada momento. "Lembrei que eu gostava de ver séries, ler livros e ficar com a minha família."
 

Segundo uma pesquisa realizada pela Kantar, o Brasil é um dos países em que as pessoas mais passam tempo no celular. De acordo com o levantamento, os brasileiros gastam 4,2 horas por dia no aparelho, em média.
 

A estudante Caroline Coelho, 22, diz que já costumava ficar um ou dois dias sem mexer no aparelho, mas decidiu que faria um detox mais significativo, de um mês, durante o isolamento social. "Eu estava me sentindo cansada de ficar me comunicando com as pessoas através da internet."
 

Caroline conta que no início se sentiu deslocada e chegou a pensar se valeria a pena insistir no detox, mas hoje reconhece os benefícios -ela diz, por exemplo, que se sentiu até mais disposta para fazer outras atividades. "Foi um momento em que comecei a me aproximar mais das artes, uma coisa que sempre gostei muito de fazer", pontua, sobre ter voltado a desenhar.
 

Não existem fórmulas prontas no processo de reeducação digital, e cada um deve buscar os meios que melhor atendam às suas necessidades. A professora e estudante de psicologia Glaucia Sena, 29, por exemplo, dividiu seu detox em duas etapas. Na primeira, que durou 15 dias, ela manteve apenas os aplicativos essenciais em seu aparelho. "Exclui as redes sociais e fiquei apenas com o WhatsApp, porque preciso para trabalhar", conta.
 

Já na segunda etapa, ela agora tenta reduzir o uso do aparelho no dia a dia, deixando o celular fisicamente longe. E conta também com o auxílio de aplicativos que regulam o tempo de uso.
 

A professora usa a expressão "sobrecarga digital" para resumir o cansaço que sentia por passar muito tempo conectada a aparelhos eletrônicos. "O tempo que eu tinha para fazer coisas legais eu ficava na frente do celular", relembra. "Comecei a me sentir preguiçosa e com a vista mais cansada."
 

Glaucia conta que hoje tenta não mexer no celular nos períodos da tarde e da noite, e aos finais de semana também evita o aparelho, principalmente na sexta e no sábado. Para reduzir o uso, ela também foca em outras atividades, como passear com sua cadela, praticar meditação e exercício físico e cuidar de seu jardim vertical. "A questão do cuidado com as plantas me ajudou."
 

Além disso, a professora diz que voltou a pintar. "Fiz aula de pintura de tecido ainda criança, lá pelos 10, 12 anos. Nessa faixa etária mudei de escola e as dificuldades aumentaram, então precisei priorizar os estudos 'obrigatórios' ,mas a pintura era algo que eu gostava de fazer", relembra.
 

Ela conta ainda que, antes do detox, buscava no celular algo que a preenchesse, e escrever seus sentimentos em um papel também ajudou. "Às vezes não sabemos o que estamos procurando, então escrever colaborou neste sentido."
 

O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS
 

O psicólogo e psicanalista Francisco Nogueira, 42, afirma que os aparelhos celulares são desenvolvidos de forma a prender a atenção do usuário. "Existe o termo nomofobia, que é o medo de ficar sem o celular. Uma fobia que acomete aqueles que desenvolvem uma relação de adição com o eletrônico."
 

Pesquisadora de educação digital, Denise Lourenço, 41, acrescenta que as redes sociais e demais aplicativos são "repletos de reforços positivos sutis que desencadeiam liberação de dopamina", neurotransmissor ligado à motivação e ao prazer.
 

Segundo ela, o "viciante" é o inesperado -por exemplo, quando alguém publica uma foto em uma rede social e fica na expectativa de que uma pessoa especial possa deixar uma curtida ou um comentário. "É saber que algo pode acontecer, sem saber quando ou se, de fato, vai acontecer", completa Denise.
 

Nogueira afirma que o vício em celular pode prejudicar a qualidade das relações sociais, bem como a capacidade de concentração e o desenvolvimento de pensamentos complexos. "Tudo vai sendo minado por recursos que são imediatos de estímulo de respostas. As pessoas começam a ficar presas nesse tipo de interação", diz.
 

E lembra, ainda, que usar o celular durante a noite prejudica a produção de melatonina, substância ligada ao ciclo biológico de sono e vigília, que no organismo é produzida na ausência de estímulos luminosos. "Há uma piora do sono quando usamos telas à noite, próximo [do horário] de dormir", diz Nogueira.
 

O psicólogo afirma que, em momentos de estresse, algumas pessoas recorrem ao aparelho em busca de uma descarga de tensão imediata. "Quando você fica sem o celular, a dificuldade é aguentar o acúmulo de tensões e problemas complexos. Precisamos ter a capacidade psíquica para suportar [os desafios], e desenvolvemos isso na vida real mesmo." Segundo ele, é necessário avaliar se o uso do aparelho traz algo significativo. "Precisamos realmente não ficar dependentes de nada, seja do que for. A vida é dura, não há existência sem sofrimento."
 

Uma relação positiva com a internet requer reeducação. É o que sugere a pesquisadora Denise. "É urgente repensar a relação que temos com os aplicativos e estabelecer não apenas jejuns regulares, mas estratégias para evitar o vício."


Do - BahiaNotícias

Não tomou conhecimento: Palmeiras 1 x 3 Flamengo

David Luiz assina com o Flamengo e será apresentado nesta segunda-feira

David Luiz é o terceiro reforço desde a chegada de Renato Gaúcho e vai vestir a camisa 23. Foto: Twitter/Flamengo.

David Luiz é o terceiro reforço chegando ao Flamengo nessa janela do meio do ano. O zagueiro de 34 anos assinou contrato com o Rubro-negro até dezembro de 2022 e chega para reforçar ainda mais o elenco rubro-negro nas principais competições da temporada. A tendência é de que a apresentação seja nesta segunda-feira (11).

Aclamado pela Nação Rubro-Negra nas redes sociais, David Luiz começou a carreira nas categorias de base do Vitória  aos 14 anos, onde atuou inicialmente como volante. Com poucas oportunidades neste setor, o atleta foi deslocado para a zaga e logo ganhou destaque no time baiano. Em 2007, o defensor foi emprestado pelo Vitória ao Benfica, de Portugal, e em pouco tempo de clube, logo conquistou a titularidade.

Um dos destaques do time português, o brasileiro ganhou ainda mais notoriedade no futebol europeu quando se transferiu para o Chelsea na temporada 2011-12. Sua estreia pelo time inglês aconteceu no clássico contra o Liverpool, onde o zagueiro entrou no decorrer do segundo tempo. Na partida seguinte, David Luiz foi escalado como titular, teve uma atuação brilhante e não saiu mais do time. Com atuações seguras, ele renovou contrato com o clube inglês por mais cinco anos.

Em meados de 2014, David foi vendido ao Paris Saint-Germain por 50 milhões de euros, se tornando o zagueiro mais caro da história do clube francês. Lá permaneceu por duas temporadas e chegou a formar dupla de zaga com seu compatriota Marquinhos. Em agosto de 2016, ele retornou ao Chelsea e atuou por mais três temporadas, se transferindo para o rival Arsenal após o término da temporada 2018-19.

Pela Seleção Brasileira principal, David Luiz contabiliza 57 jogos, três gols e três assistências, conquistando os títulos da Copa das Confederações 2013 e do Superclássico das Américas 2014.

Do- jornaldamidia.co,.br


Programa No Detalhe: melhores momentos e coletiva Palmeiras 1 x 3 Flamengo

Itabuna chora a perde do seu queimador de fogos

Aqui, ao lado do seu filho, Clécio.
(Adeus Fernandão, aqui você cumpriu muito bem o seu dever)

Vítima de próstata faleceu às 11h deste domingo, 12, no Hospital Calixto Midlej Filho em Itabuna, onde já vinha internado há oito dias, o servidor público municipal, Fernando Caldas Campos, mais conhecido como “Fernandão” com aos 65 anos de idade.

Fernandão, morador do Bairro da Conceição, por décadas, tinha uma amizade muito grande com o seu povo e com os políticos locais e de fora. Estava sempre disposto em recepciona-los, nas suas estrondosas queimas de fogos, principalmente do político Fernando Gomes, que o considerava como um amigo.

Nas campanhas de mais um processo político, lá sempre estava Fernandão, carregando os mantimentos, inclusive, bonecos gigantes candidatos, assim, como, nas queimas de fogos, sempre com alegria, disposição e incentivando os seus correligionários. Ao lado do saudoso Vivaldo Moncovo, queimou fogos também para o saudoso Antônio Carlos Magalhães (ACM). De quem era um fiel escudeiro.

O sepultamento de seu corpo foi programado para hoje mesmo, e, ocorre às 16h30, no Cemitério do Campo Santo da Santa Casa, em Itabuna.    Daqui esse blog solidariza com os mais profundos sentimentos à famila enlutada.

“Mesmo que ande pelo vale da morte, terei vida”        

Esplanada dos Ministérios vazia, em Brasília, no dia de protestos contra Bolsonaro

Ato é liderado pelos grupos Movimento Brasil Livre, Vem Pra Rua e Livres os partidos PT e Psol não participarão


Do - Diário do Poder - Palco tradicional de manifestações populares em Brasília, a Esplanada dos Ministérios está vazia neste dia de protestos marcados contra o governo de Jair Bolsonaro, em uma situação contrastante daquele verificada há cinco dias, quando um público situado entre 300 mil e 500 mil pessoas esteve no mesmo local para manifestara apoio ao chefe de governo brasileiro.

As manifestações de protesto deste domingo apresenta situação melhor no Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, mas ainda assim reunindo uma quantidade de pessoas muito aquém dos atos de Sete de Setembro.

Neste domingo (12), os protestos são organizados pelos grupos Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua e Livres. Pressentindo o fracasso, os partidos o PT e Psol decidiram não participar dos atos.

LEMBRANÇA DAS CIDADES! pic.twitter.com/O3Zg0tEqJ2

No Rio de Janeiro, a Polícia Militar acompanha o ato, até o momento pacífico. Com faixas e cartazes eles gritam palavras de ordem, pedem a saída do presidente Bolsonaro, e reforço na vacinação contra a Covid-19. Eles também defendem uma terceira via para as eleições do ano que vem, com cartazes que trazem a frase: “Nem Lula, nem Bolsonaro”.

Os manifestantes gritam palavras de ordem, pedem vacina contra a Covid para todos e também o impeachment do presidente Bolsonaro. Bandeiras de partidos de direita e alguns de esquerda, como PC do B e PDT, também estão nas mãos dos participantes do ato.

Na capital mineira, a manifestação ocorreu na Praça da Liberdade, teve início às 10h da manhã e terminou a pouco. Os manifestantes usavam roupas brancas e traziam cartazes com  “Fora Bolsonaro”, “Democracia sempre” e “Terceira via, sim”.

Nesta tarde, a manifestação vai ocorrer em outras capitais brasileiras.

Jogo do Palmeiras x Flamengo ao vivo hoje

Equipes se enfrentam no Allianz Parque em partida válida pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A.
Palmeiras x Flamengo se enfrentam hoje em jogo com transmissão ao vivo - Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Do - dci.com.br -  Sem entrar em campo desde o dia 28 de agosto, as equipes do Palmeiras e Flamengo se enfrentam hoje, 12, em jogo válido pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. A bola rola às 16h do horário de Brasília, no Allianz Parque.

Onde vai passar Palmeiras x Flamengo ao vivo?

A partida entre os clubes terá transmissão da tv aberta pela Rede Globo. A emissora transmite para a maioria dos Estados do país, com exceção de Minas Gerais e Ceará.

No entanto, o torcedor também pode assistir o jogo do Palmeiras x Flamengo hoje ao vivo no Premiere. Para quem quiser ser cliente do canal pay-per-view, há então quatro opções de pacotes que variam de R$59,90 a R$99,90.

Data: 12 ​de setembro 2021

Horário: 16h (horário de Brasília)

Local do jogo do Palmeiras x Flamengo hoje: Allianz Parque, São Paulo

Onde assistir - FlaTV 

Rede Jovem PAN - o RÁDIO QUE VIROU tv.



sábado, 11 de setembro de 2021

Após 20 anos do 11 de setembro, combate ao terror é prioritário


Uso da força nas relações internacionais ressurge após atentado

Do - Diário do Poder -  Os vinte anos dos ataques terroristas de 11 de setembro, levaram o governo a emitir nota, por meio do Ministério das Relações Exteriores, em que reafirma o compromisso do Brasil de “atuar na prevenção e na resolução de ameaças à paz e segurança internacionais, inclusive o terrorismo, de acordo com os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas”.

Lá se vão 20 anos de um dos dias mais fotografados, filmados e comentados da história da humanidade. Quando uma das duas torres do World Trade Center foi atingida por um avião com 92 pessoas a bordo, toda a imprensa mundial interrompeu o que estava fazendo e voltou suas atenções para Nova York. No horário de Brasília, adiantado uma hora em relação ao epicentro dos acontecimentos, os relógios marcavam 9h46. Menos de 20 minutos depois, a outra torre se tornou alvo de um segundo avião, com 65 passageiros a bordo.

Muitas pessoas que nasceram nas décadas de 1960, 1970 e 1980 ou mesmo no início da década de 1990 costumam se lembrar com exatidão do que estavam fazendo naquele 11 de setembro de 2001 quando tomaram conhecimento do que se passava. Em todo o mundo, onde houvesse uma televisão ligada, havia uma reunião de pessoas intrigadas com as cenas: cada uma das duas torres em chamas demoraria cerca de uma hora para ir ao chão depois de atingida. Com a queda dos edifícios, que funcionavam como um complexo comercial, quase 3 mil pessoas perderam suas vidas. Uma nuvem de poeira se formou por quilômetros.

O atentado se tornou um dos maiores eventos da história.

“Faço uma associação curiosa porque eu cresci escutando meus pais e meus avós falando onde estavam quando o homem pisou na Lua. E eu lembro exatamente do 11 de setembro de 2001. Estava fazendo estágio em uma empresa, entrou na sala uma pessoa falando que havia tido um acidente com um avião em Nova York. Ainda não se tinha ideia de que era um ataque. Nós corremos para a televisão e vimos ao vivo o segundo avião se chocando com o edifício”, diz Jorge Lasmar, especialista em Relações Internacionais e professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

Ao todo, quatro aviões comerciais foram sequestrados por terroristas. Além dos dois direcionados ao World Trade Center, um foi jogado contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos localizado na capital Washington. O último acabou caindo na zona rural de Shanksville, no estado da Pensilvânia. Especula-se que o alvo poderia ser o Capitólio, sede do Congresso, ou a Casa Branca, residência oficial do presidente do país.

Os desdobramentos são bastante conhecidos: a Al Qaeda assumiu a autoria do atentado e, no mês seguinte, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão, onde a organização terrorista estaria abrigada. O país era comandado na época pelo Talibã, um grupo fundamentalista que aplica sua interpretação da Sharia, a lei islâmica. Após duas décadas, o governo norte-americano decidiu encerrar a ocupação e, no mês passado, o Talibã retomou o controle do Afeganistão, quando as tropas dos Estados Unidos estavam organizando sua retirada. O então presidente afegão Ashraf Ghani, eleito em 2014 e reeleito em 2019, não ofereceu resistência ao Talibã e fugiu do país.

Apesar da cronologia dos acontecimentos ser de domínio público, muitos aspectos ainda são debatidos por especialistas. São questões que vão além da superficialidade dos fatos e envolve os seus efeitos.

“Não há dúvida de que o mundo que a gente vive hoje foi consequência do que aconteceu”, afirma Jorge Lasmar.

“No final da década de 1990, caminhávamos para a consolidação de uma atmosfera mais liberal no sentido capitalista, com os Estados abrindo suas fronteiras e seus mercados e com relações mais pacíficas entre os países. De repente, isso mudou. Começou a haver contestações à visão americana, sobretudo pela Rússia e pela China. As fronteiras ficaram mais fechadas. A questão do uso da força voltou a ser um componente nas relações internacionais. E tivemos um avanço do terrorismo. Mesmo com a redução dos ataques e das mortes nos últimos anos, os números hoje ainda são muito mais altos do que eram antes de 2001”, completa.

Ele pondera, no entanto, que o mundo não deve ser analisado somente pela ótica de um evento. “Muita coisa aconteceu de lá pra cá. Há efeitos, mas estamos hoje numa situação mais complexa e delicada”, avalia.

Políticas de segurança

Como desdobramento do atentado, uma série de leis aprovadas em torno da palavra de ordem “guerra ao terror” reduziram a liberdade e a privacidade de cidadãos nos Estados Unidos, especialmente de estrangeiros. A Europa também seguiu essa tendência. Foram definidos, em todo o mundo, novos mecanismos e protocolos de controle nos aeroportos: revista mais minuciosa das bagagens, uso de detector de metal, restrição a líquidos na mala de mão. A tecnologia foi aprimorada para aprofundar o monitoramento, com scanners corporais, detectores de explosivos e outros equipamentos.

“Assim como o final da Guerra Fria inaugurou uma nova era nas relações internacionais, o atentado de 11 de setembro também simbolizou uma ruptura na forma como se analisava a segurança internacional. A ideia de inimigo transacional, desterritorializado e que pode causar um caos e muitas mortes sem ter o domínio de armas bélicas sofisticadas trouxeram novos parâmetros para o planejamento de segurança dos Estados, reforçando a importância da cooperação internacional”, observa a cientista política Ariane Roder, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo Thiago Rodrigues, pesquisador em relações internacionais e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), o desenvolvimento da tecnologia de segurança colocado em marcha após o 11 de setembro gerou e continua gerando mecanismos de controle das populações, como a biometria e os variados dispositivos para monitoramento do espaço urbano.

“Quem começou a viajar nos últimos 20 anos, principalmente as pessoas mais jovens, não sabe como era antes. Hoje temos diversas camadas de controle, que vão desde a emissão de vistos até as revistas rigorosas nos aeroportos. Mas com exceção dos grupos capturados na iminência de um atentado, não dá pra saber exatamente quantos ataques foram inibidos por essas medidas de segurança. Então os efeitos realmente mensuráveis não são os efeitos sobre os terroristas, mas sobre nós. Mesmo que o terrorismo sumisse hoje, essas tecnologias criadas em nome do combate ao terrorismo não seriam abandonadas”, avalia.

Jorge Lasmar considera que o terrorismo exige que o mundo se mantenha vigilante. “A gente continua tendo atentados e algumas dessas regras conseguem impedir novos ataques.”

No entanto, ele também vê efeitos colaterais que decorrem desse ambiente de controle, como a construção de muros entre os países. “As fronteiras do mundo estão mais fechadas. Temos mais fronteiras físicas entre os Estados do que tínhamos depois da Segunda Guerra Mundial. Há a questão dos refugiados e as dificuldades para o reconhecimento de asilo. A exigência de vistos diante do fluxo de pessoas.”

Em meio a toda essa vigília das populações, os pesquisadores veem um fortalecimento dos estereótipos contra imigrantes provenientes de países considerados como uma ameaça aos valores ocidentais, como a democracia e a liberdade individual.

“Isso tem gerado um outro tipo de extremismo, que tem motivação étnica. Está ligado aos movimentos de supremacia branca, que se alimentam dessa retórica estereotipada contra as pessoas do Oriente Médio. É algo que cresceu muito nos últimos anos no mundo ocidental. E ainda se fala pouco disso. Ainda há um pudor em reconhecer esses grupos como grupos. Mas fechar os olhos para essa questão é um problema, porque esse movimentos vão ganhando força”, observa Lasmar.

Impactos militares

O atentado também revelou sofisticações nos modos de operar de grupos terroristas. Um aspecto que chama a atenção foi a dificuldade encontrada para localizar Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda e apontado como o idealizador dos ataques. Mesmo empregando a mais avançada tecnologia, foram necessários quase 10 anos para que as forças norte-americanas o localizassem. Sua morte foi anunciada em maio de 2011.

A guerra ao terror se desdobrou em outras ações militares como a ocupação do Iraque em 2003, país que era comandado por Saddam Hussein desde o final da década de 1970. Na época, Estados Unidos e Inglaterra diziam deter provas de que o país guardava um grande arsenal de armas de destruição em massa que representava um perigo à população mundial. Saddam foi enforcado em 2006, mas as armas nunca foram encontradas. Os dois governos que lideraram a ocupação afirmaram, posteriormente, que confiaram em informações que se mostraram falsas.

As incursões militares no Oriente Médio não eliminaram os grupos terroristas. Nos últimos anos, o Estado Islâmico tem se tornando uma peça-chave nos conflitos que se desdobram na região, sobretudo na Síria, no Iraque e no Afeganistão.

A retomada do poder do Talibã no Afeganistão, na visão de Ariane Roder, retrata a ineficácia do uso de instrumentos clássicos de guerra para lidar com a situação. Segundo ela, as soluções requerem muito mais do que o uso da força.

Ela também observa que há uma dimensão de resistência cultural que alimenta os grupos terroristas. “A utilização realizada por alguns grupos terroristas da religião extremista como instrumento de aliciamento e construção do poder causou um distanciamento ainda maior entre culturas do Ocidente e Oriente, com desconfianças, preconceitos e desrespeitos”, acrescenta.

Para Jorge Lasmar, os Estados Unidos apostaram equivocadamente em um investimento maciço de propaganda sobre sua própria sociedade.

“Buscaram disseminar os valores americanos. Mostraram como a democracia ocidental é legal, como a vida no país é legal, como a liberdade não comporta o terrorismo. Mas muito disso não foi bem recebido não só no mundo muçulmano, mas em todo o mundo oriental. Era uma cultura exógena. E há outros caminhos. Diversos líderes muçulmanos são capazes de mostrar que não há nada na religião islâmica que legitime o terrorismo.”

Lei nacional

No Brasil, na véspera dos Jogos Olímpicos sediados pelo Rio de Janeiro em 2016, foi aprovada uma Lei Antiterrorismo (Lei 13.260/2016). Havia um temor de que se repetissem cenas ocorridas dois anos antes, na Copa das Confederações de 2014, quando uma forte onda de manifestações resultou em cenas de violência e assustou turistas. Foi definida como terrorismo qualquer ação motivada por razões de xenofobia, racismo, etnia e religião, que tenha por objetivo causar terror social a partir do uso, transporte ou armazenamento de explosivos; gases tóxicos; conteúdos químicos, biológicos e nucleares; ou outros meios que possam promover a destruição em massa.

Essas ações podem envolver sabotagem ou ameaça em meios de transporte, portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, hospitais, casas de saúde, escolas, estádios esportivos, instalações públicas ou locais onde funcionem serviços públicos essenciais, instalações de geração ou transmissão de energia, instalações militares e instalações de exploração, refino e processamento de petróleo e gás e instituições bancárias.

Segundo Thiago Rodrigues, a lei incorpora uma perspectiva de terrorismo disseminada de forma global. “Em parte, é resultado de uma pressão que tem a ver com o 11 de setembro. É uma pressão que vem do Comitê Olímpico Internacional, de alguns países específicos como os Estados Unidos e também do capital privado que investe e patrocina os eventos esportivos. Houve uma cobrança por medidas afinadas com as expectativas de países mais envolvidos na guerra contra o terrorismo”.

Ao mesmo tempo, ele observa a presença de outros componentes que não têm relação com o 11 de setembro. “Há outra parte que tem mais a ver com o nosso ambiente político. Há muitos anos de pressão de segmentos da sociedade e de uma ala do Congresso para se ter um maior controle de movimentos sociais consolidados no país. E a lei é ambígua o suficiente para deixar brechas. Dependendo da interpretação, pode ser usada para tentar criminalizar movimentos sociais.”

Jorge Lasmar vê pontos positivos e lacunas no texto da Lei Antiterrorista. “Caminhou numa direção certa de não de designar terroristas e, sim, atos terroristas. Há um excludente explícito dizendo que movimentos sociais não podem ser caracterizados com grupos terroristas. Pode-se até discutir se isso seria redundante, mas as legislações antiterroristas possuem um alto custo social, que pode ensejar maior militarização da polícia e aumento de força do Poder Executivo, o que faz com que esse tipo de resguardo seja positivo. Mal não faz. Movimento social não tem nada a ver com terrorismo”, explica.

“Mas o conceito de ato terrorista no artigo 2º o vincula a uma motivação de discriminação racial, étnica, religiosa. Isso pode ser problemático porque existe um terrorismo político onde não há essa instância de discriminação”, completa o especialista.(Agência Brasil)

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