Filho que recebeu medicamento em casa pela Sesab, foi o único a não ser infectado
Com uma estratégia pioneira e exitosa, há 30 dias a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) passou a entregar medicamentos na casa de pacientes com doenças crônicas, o que evitou que 5 mil pacientes se deslocassem até as unidades estaduais e assim, reduzisse o risco de ser infectado pelo coronavírus (Covid-19) durante o trajeto.
Foi o que aconteceu com a família Prado Serrano, residente em Salvador. Lucas, filho gêmeo de 21 anos do casal, é portador de doença renal crônica há sete anos, e, para conseguir controlar a doença, faz uso diário do medicamento imunossupressor Tacrolimo. São seis comprimidos ao dia, três pela manhã e três à noite. Desde o início da pandemia, Lucas ficou impedido de pegar a medicação na farmácia do Hospital Ana Nery, onde é cadastrado, por causa da sua condição e da alta exposição ao coronavírus. No mesmo período, toda a família - pai, mãe e irmã - foi infectada.
“Assim que suspeitamos da Covid-19, Lucas foi para casa de um parente. Mas eu fiquei aflita sem saber como ia buscar o medicamento de meu filho, já que eu estava isolada. Foi aí que recebi o telefonema da Sesab, me informando que os Correios trariam em casa”, conta a nutricionista Fernanda Serrano, mãe de Lucas.







