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| Antes, a Ilha do Jegue, sendo tragada pela erosão |
Num período onde as atividades do dia a dia limitam o tempo e as ações das pessoas, restringindo sua percepção à mera repercussão daquilo que viraliza nas internet por meio das redes sociais, observar a reescrita da história promove no olhar dos mais atentos uma mistura de sensações que vão da emoção à gratidão por rever um cenário que marcou uma época, que simbolizou a vida de uma cidade. Sobre isso, é comentado aqui a Ilha do Jegue, que no meio do rio Cachoeira foi destaque e que o tempo fez questão de com ele levar para, assim, na história ficar.
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| Hoje, subsistida por uma moderna passarela que tem seu nome. Preservando a nossa cultura. |
Uma das três ilhas que no Cachoeira existiam e que no processo natural de erosão foram engolidas pelo rio, a Ilha do jegue já foi Ilha da Marimbeta e ali, no início do século XX, cresciam plantações, animais foram criados e muita história aconteceu. Mais tarde, passou a ser a Ilha do Temístocles, depois foi chamada ainda de Ilha do Capitão. Quis o destino que, no ano de 1920, numa das grandes cheias do Cachoeira (segundo historiadores, choveu por mais de 20 dias), um areeiro deixasse o seu animal e companheiro de trabalho pelos mais de três hectares da Ilha, ficando o Jegue preso, ilhado e sem condições de retornar à margem do rio.





