Aliados de Lula e Moraes fizeram o diabo para o STF não investigar indícios de crimes
Do - Diário do Poder/Claudio Humberto - Como previsto, a bancada governista no STF fez o diabo para atrasar e até “melar” a sessão de ontem no Supremo Tribunal Federal (STF). Foram horas discutindo, ofendendo, tumultuando, tudo para evitar decidir sobre investigar o relacionamento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro de hábitos mafiosos Daniel Vorcaro. Flávio Dino, “líder” dessa bancada, falou durante hora sobre questão preliminar, tentando criminalizar o ministro André Mendonça, que expôs o caso publicamente.
Monopólio do tempo
Gilmar Mendes foi outro ministro que usou e abusou do microfone da sessão de ontem do STF. Não avaliar o principal parecia ser o plano.
Outra característica
Coube a Mendes alguns momentos espantosos, com agressões desnecessárias contra André Mendonça, que apenas fez o certo.
Auge do vexame
Para que a sessão se caracterizasse como das mais vexatórias da História, Moraes votou em favor dele mesmo, o “réu” dessa história.
O crime venceu
Ontem certamente foi a vez de Vorcaro gargalhar, com as presepadas no STF que enfraquecem a Justiça e fortalecem o crime no Brasil.

Ministro da Justiça é criticado no próprio governo
Atravessou a Praça dos Três Poderes a crise refletida no julgamento desta terça (15), no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre investigar ou não o relacionamento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro fraudador Daniel Vorcaro. Acabou chamuscando Wellington César Lima e Silva. O ministro da Justiça tem sido criticado em grupos de whatsapp de integrantes da Polícia Federal e parlamentares petistas. Acham que ele não defende o governo e nem a subordinada PF.
Ouviu calado
São diversas as críticas à PF por ministros do Supremo. Luiz Fux acusou a PF de “peitar ministro” e de ter uma atuação paralela.
Tímida atuação
O afastamento de Andrei Rodrigues da direção da PF só agravou o azedume do PT e da corporação com o ministro, pouco incisivo no caso.
Ligado a Vorcaro
Lima e Silva chegou à pasta da Justiça sob benção de Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder de Lula e enroladíssimo no Caso Master.

Marcação cerrada
Quando o presidente Jânio Quadros renunciou, o vice João Goulart visitava a China e os militares diziam não aceitar sua posse. Até democratas sinceros pediam a desistência de Jango. Já em Paris, na viagem de volta, ele recebeu um telefonema preocupado de Juscelino Kubitschek, advertindo que o País estava “à beira de uma guerra civil”. O senador Barros Carvalho, que acompanhava João Goulart, tomou o telefone e calou JK: “Não haverá renúncia. Eu não vou deixar. Agarro as mãos do presidente e não largo, mas ele não assina a renúncia!”
Aparências
Apesar do tom ríspido em vários momentos da sessão de ontem (15) do STF, no intervalo do julgamento, os ministros Flávio Dino e Edson Fachin trocaram tapinhas nas costas. Pura falsidade, evidentemente.
Checagem no STF
A ONG Ranking dos Políticos fez uma checagem de fatos na petição do ministro Alexandre de Moraes no caso Vorcaro. Entre as afirmações do documento, 33% foram classificadas como “enganosas”, 11% “imprecisas”, 33% com “contexto omitido” e só 22% verdadeiras.
Intervenção divina?
Durante a sessão de ontem no STF caiu tempestade em Brasília, com direito a ventania e trovoadas, evento atípico para setembro, mês habitualmente seco. Até derrubou parte da estrutura dos jornalistas.
Notícia falsa
Transcorria metade da papagaiada no STF, ontem, quando o Planalto começou a “plantar” que o Lula apostava no voto do ministro Cristiano Zanin contra Moraes. Mentira, claro. Zanin não ousaria.
“Faltou tudo, decoro, senso público e o mínimo de liturgia”
Ronaldo Caiado (PSB), candidato à Presidência, sobre escândalo no STF
Carne e unha
“Hoje, não se esqueçam: Lula é Moraes, Moraes é Lula.”, lembrete do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), ao citar ainda jantares e condecorações do presidente ao ministro do STF.
Tapetão
Parte da irritação de Edson Fachin, sempre muito calmo, foi pela manobra de Flávio Dino, momentos antes do julgamento de ontem, que procurou Gilmar Mendes para questionar atuação do presidente do STF.
Supremo Fighter
Virou febre o game “Supremo Tribunal Fighter”, joguinho disponibilizado na internet em que simula ministros do Supremo Tribunal Federal em uma briga de rua. É possível escolher um dos 10 ministros para a luta.
Reunião da Comissão de Direitos Humanos no Senado, ontem (15), que teve o julgamento no STF como pauta, contou com a participação de 14 parlamentares, todos da oposição.
Pergunta na narrativa
PF paralela não é ameaça à soberania?

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