Senador cita Lulinha e ex-chefe do Gabinete Pessoal de Lula no caso dos descontos.
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| Flávio Bolsonaro, candidato ao Planalto. (Foto: Reprodução/ Youtube/Canal Flávio Bolsonaro). |
Do Diario do Poder - A investigação sobre as fraudes no roubo de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou novos elementos envolvendo pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira (18) que as apurações mostram que o caso alcançou o entorno do Palácio do Planalto.
Em entrevista à rádio Itatiaia, Flávio citou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupou o cargo de chefe de gabinete de Lula.
Segundo o senador, Lulinha teria utilizado a influência decorrente da proximidade com o pai para tratar de negócios em diferentes ministérios, enquanto Marcola teria facilitado o acesso ao gabinete presidencial.
A declaração ocorre após a divulgação de informações obtidas pela Polícia Federal em investigações relacionadas ao esquema do INSS.
Um dos elementos analisados pela PF é uma conversa na qual a lobista Roberta Luchsinger teria enviado a Marcola uma minuta de contrato envolvendo a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.
Segundo informações divulgadas sobre a investigação, o documento previa uma contratação sem licitação. O negócio, entretanto, não avançou.
Marcola confirmou ter recebido o material, mas afirmou que não o encaminhou e negou ter atuado para favorecer a proposta.
A relação entre Roberta e as investigações do INSS também chama a atenção dos investigadores.
De acordo com a apuração, ela foi contratada pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e preso pela Polícia Federal. Roberta teria recebido R$1,5 milhão em cinco parcelas para atuar na tentativa de viabilizar a venda dos medicamentos ao Ministério da Saúde.
As autoridades também encontraram mensagens entre Roberta e Lulinha relacionadas a negócios.
O material integra investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal e que apuram possíveis práticas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente.
Em outro trecho da apuração, a PF identificou conversas e pagamentos relacionados a Marcola.
Segundo as informações divulgadas, Roberta teria pago boletos e adquirido presentes destinados ao ex-chefe de gabinete. Entre os itens mencionados estão joias solicitadas para o Dia das Mães de 2024.
Marcola declarou que recebeu valores de Roberta referentes a um empréstimo e que a quantia, inicialmente de R$217 mil, foi posteriormente quitada por R$249 mil.
A Polícia Federal também passou a investigar se Lulinha teria mantido participação não declarada em negócios ligados a Antônio Camilo Antunes e se Roberta teria custeado despesas relacionadas ao filho do presidente.
A partir dos elementos encontrados, foram instaurados três inquéritos no STF para apurar suspeitas de tráfico de influência em diferentes áreas da administração federal.
Em declaração divulgada nas redes sociais, Flávio afirmou que o ponto central das novas informações é a suposta conexão entre integrantes investigados no esquema e pessoas que tiveram acesso ao núcleo presidencial.
O senador disse que “a corrupção do INSS chegou dentro do gabinete do Lula” e associou essa ligação à atuação de Marcola.
As investigações ainda não estabeleceram, nas informações divulgadas até o momento, que Lula tenha participado pessoalmente das irregularidades.
As apurações estão concentradas nas relações entre Lulinha, Roberta Luchsinger, Marcola e outros personagens investigados.
A defesa de Lulinha afirmou que ele não pode ser responsabilizado por declarações feitas por Roberta e contestou conclusões atribuídas à Polícia Federal.
Os advogados também disseram que só irão se manifestar de forma definitiva depois de terem acesso integral ao material obtido nas quebras de sigilo.
O caso continua sob investigação, enquanto novas informações sobre as relações financeiras e profissionais dos envolvidos são analisadas pelas autoridades.
Paralelamente, o escândalo dos descontos indevidos segue envolvendo milhares de aposentados e pensionistas.
O próprio INSS informou que, em balanço divulgado no fim de 2025, mais de 6,3 milhões de pedidos de contestação haviam sido registrados e cerca de R$2,82 bilhões em pagamentos de ressarcimento já haviam sido gerados.

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