terça-feira, 21 de abril de 2026

Uesc aprova oito artigos no Simpósio Nacional de Rádio

Rádio-Uesc aprova o maior número de trabalhos no evento

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) foi a instituição recordista em aprovações de trabalhos no 7º Simpósio Nacional de Rádio, evento bianual promovido pelo Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Este ano o evento será realizado de 20 a 22 de maio, no Rio de Janeiro, em comemoração aos 90 anos da Rádio Nacional.

Entre as universidades de todo o país e de alguns países da América Latina que enviaram trabalhos científicos (resultados de pesquisas e relatos de experiência em emissoras universitárias), a equipe da Rádio UESC aprovou oito artigos, que serão apresentados nos diversos Grupos de Trabalhos do evento.

Os trabalhos foram elaborados por alunos do curso de Comunicação Social da Uesc – estagiários/as da rádio e bolsistas de Iniciação Científica e Extensão – com orientação das professoras e diretoras da Rádio-Uesc, Eliana Albuquerque e Priscila Chéquer, que também aprovaram duas propostas. Os temas são diversos e refletem as discussões e experiências da equipe, mas também afirmam a importância da Uesc no cenário radiofônico universitário nacional.  

No GT de Estudos Radiofônicos, o estudante Isac Costa Figueiredo apresentará o artigo “Entre Ondas e Batidas: a trajetória do funk brasileiro no rádio”, estudo feito a partir da experiência musical da Rádio-Uesc. No GT de Rádios Públicas, Rádios Universitárias, Rádios Comunitárias e Livres, é a vez de Cléo Santos Conceição; Maria Luisa Gomes Carvalho e Kauê Eduardo Santana de Góes apresentarem “O papel da rádio universitária na democratização do cinema no interior da Bahia”, fruto da experiência de transmissão ao vivo feita por eles no Festival de Cinema dos Interiores, ocorrido na Chapada Diamantina em 2025. Já no GT de Rádio, Gênero e Diversidade, é a vez das professoras Eliana Albuquerque e Priscila Chéquer apresentarem “Mulheres no rádio do sul da Bahia: histórias de resistência”, trabalho realizado em co-autoria com as orientandas Julia Molfi (de Iniciação Científica-UESC) e Auany Borges (de TCC-Uesc).

No GT de Rádio, Linguagem, Gêneros e Formatos, é a vez de “Cinema no rádio: a experiência do ProCine na Rádio Uesc”, trabalho elaborado pelas alunas Maria Clara Lima e Samara Maria Nunes. E no GT de Rádio, Educação e Cultura a Rádio-Uesc vem em dose dupla, com “Herança de Palmares: o conhecimento a partir de um radiodrama”, dos alunos Kélmany Fernandes e Emanuel Santos Souza e “Projetos Experimentais em Áudio: a experiência da Uesc”, das professoras Priscila Chequer e Eliana Albuquerque.

Por fim, no GT de Rádio, Tecnologia, Plataformas Digitais e Podcasting, novamente a Uesc repete dose dupla com “A expansão do rádio para as redes: adaptação tecnológica na Rádio-Uesc”, de Letícia Monteiro Mendes dos Santos, que discute os desafios de fazer rádio na internet e “Na Arquibancada: a atuação de mulheres no rádio esportivo”, de Maria Rita Aragão; Sarah Maroto e Gabriela Souza, trabalho premiado no Seminário de Extensão da Uesc em 2025 e que relata a experiência do programa esportivo da Rádio-Uesc, que é líder de audiência na emissora e tem como diferencial uma equipe composta exclusivamente por mulheres.

Neste ano, o Simpósio Nacional de Rádio ganha um significado especial ao celebrar os 90 anos da Rádio Nacional, uma das instituições mais emblemáticas da história da comunicação brasileira. Fundada em 1936, a Rádio Nacional foi protagonista na constituição de linguagens, formatos, públicos, imaginários e políticas do rádio no Brasil, exercendo papel central na formação cultural do país e na consolidação da radiodifusão como serviço de interesse público.

Com o tema “Rádio Nacional 90 anos: memória, inovação e futuros da mídia sonora”, o 7º Simpósio nos convida a refletir sobre as continuidades e rupturas da mídia sonora, articulando passado, presente e futuro, questionando que legados históricos orientam o rádio contemporâneo; como as transformações tecnológicas, políticas e culturais reconfiguram o papel do rádio público, comercial, comunitário, universitário e digital; quais futuros são possíveis — e desejáveis — para a mídia sonora em um ecossistema comunicacional marcado pela plataformização, pela inteligência artificial e pela reconfiguração das escutas. E a Uesc, com sua Rádio, estará lá reafirmando sua dedicação e o compromisso com a comunicação pública.

Para a professora Eliana Albuquerque, esse resultado na seleção de artigos para o evento, é uma prova de que “a Rádio Uesc não é somente uma emissora que transmite informações, mas também uma prova inconteste de que aqui fazemos pesquisa, ensino e extensão da melhor qualidade, como é a marca da nossa universidade. Estamos comemorando muito essas aprovações porque refletem nosso trabalho em equipe e a dedicação de todas e todos nós”.

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