sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Caminhadas de campanha para impedir o avanço da covid-19 são suspensas

 Após receber um relatório diário da Secretaria Municipal de Saúde sobre o aumento da procura  dos postos da saúde para atendimento de casos de covid-19 nos últimos dias, quando têm sido intensificadas as caminhadas nos bairros, o candidato à reeleição pela coligação Deixa Fernando Trabalhar, Fernando Gomes  promoveu uma reunião com o candidato a vice, Son Gome, além de integrantes da equipe de campanha e representantes dos partidos coligados – PTC, Republicanos, PMN, Solidariedade e PSL – para cancelar a realização deste tipo de atividade  nos bairros e no centro da cidade.

Na reunião, ficou decidido que a  coordenação de campanha vai manter as demais atividades que evitem a aglomeração de pessoas e foi mantida a programação para amanhã de uma grande carreata com concentração a partir das 14 horas, na avenida Ilhéus, obedecendo critérios de distanciamento social, com uso de máscaras de proteção e álcool gel.

Ao determinar a suspensão das caminhadas em respeito à população, Fernando Gomes, destacou com emoção que diante do risco da perda de vidas humanas e do avanço de uma doença que é de alto risco especialmente para idosos e pessoas com diabetes, pressão alta e problemas renais:  “a melhor alternativa é suspender as caminhadas e manter atividades que não impliquem na concentração de pessoas. A minha preocupação é com a preservação de vidas humanas, até que se encontre uma vacina capaz de imunizar a população, o que deve acontecer com fé em Deus,  até o próximo ano.”

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 TRANPORTE COLETIVO EM ITABUNA 

População e candidatos defendem cancelamento da concessão de empresas de ônibus em Itabuna

 cancelamento da concessão dos transportes coletivos pela São Miguel e Sorriso da Bahia, em Itabuna, que é oferecido pelas duas empresas que operam 90 ônibus, e transportavam uma média de 40 mil passageiros por dia, foi o tema central de uma reportagem da TV Santa Cruz, com 11 candidatos a prefeitura de Itabuna, trabalhadores lesados e moradores de diversos bairros, todos criticando a precariedade do serviço. As atividades das empresas  estão paralisadas há meses, desde o início da pandemia de covid-19 e não foram reiniciadas  como estava previsto com a retomada do funcionamento do comércio, da indústria e dos serviços.

O fato é que  todos concordam unanimemente com a suspensão da concessão do serviço e cancelamento do contrato, o que já está sendo analisado por uma auditoria do governo municipal, em função das limitações burocráticas da decisão e de exigências para uma nova licitação.

Ainda em função da paralisação dos serviços, a Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito (Sesttran) autorizou, em caráter emergencial,  o atendimento à população com uso de vans escolares. O impasse está no repasse de recursos exigidos pelas empresas, que estão descapitalizadas e cobram uma dívida da prefeitura de vale transporte de gestão anteriores a atual,  a qual por seu turno reivindica o pagamento de tributos não recolhidos e que poderiam ser parcelados.

O candidato Alfredo Melo, do PV, que é engenheiro, defendeu como alternativa para  a crise uma autorização para o sistema de  táxi lotação, que poderia gerar 500 empregos substituindo os ônibus.

Por seu turno, Augusto Castro, da coligação “Mudança que o povo quer”,  integrada pelo PSD, PSB, Cidadania e Rede, defendeu a revisão do contrato com as empresas, com a renovação da frota com wi-fi, estação de transbordo e uma requalificação do serviço.

José Nilton Azevedo Leal, da coligação “Unidos pelo Progresso”, formada pelo PL, PP, DC e PTB, defende uma solução para o impasse porque que a população não pode ser punida pela crise das empresas e o seu confronto com com o governo municipal.

A candidata do MDB, Charliane Sousa considera que a decisão de cancelar o contrato das empresas de ônibus depende de uma decisão administrativa para fazer valer a legislação vigente.

O médico  Isaac Nery, do Avante, destaca  que a população não pode ser penalizada  com a paralisação de um serviço essencial e que o contrato entre as empresas concessionária e o município deve ser cumprido.

Antônio Mangabeira, da coligação “Itabuna tem jeito”, formada pelo PDT, PSC, Pode e Dem, defendeu ao cancelamento do contrato e anunciou, que se eleito, pretende trazer pelo menos quatro empresas para Itabuna, que com esta crise é hoje a única cidade do Brasil que está sem transporte coletivo para a população.

Como candidato do PSDB, Edmilton Carneiro, sugeriu a contratação emergencial de ônibus para atender à população no momento de crise, com o oferecimento dos serviços gratuitos. Ele também defende o cancelamento do contrato com as concessionárias pelo serviço.

O candidato à reeleição Fernando Gomes, da coligação “Deixa Fernando Trabalhar”, que reúne PTC, Republicanos, Solidariedade, PMN e PSL, explicou  que o contrato existente com as concessionárias foi mal feito e a prefeitura está estudando a forma de cancelar esse acordo, que já é objeto de uma auditoria. Considera que além do cancelamento da concessão, a alternativa para solução do problema é fazer uma nova licitação do serviço.

Geraldo Simões, da coligação “Itabuna na frente com a força da sua gente”, formada pelo PT, Patriota, Pros e PCdoB,  defende integração do transporte com estação de transbordo com frota de 4 a 5 anos. Ele considera que a solução depende do governo municipal.

Pedro Eliodório, da Unidade Popular e além de preconizar a quebra do monopólio das duas empresas e oferta de transporte alternativo para a população. O professor Max, do PSO, pediu a revisão da concessão e a construção de estações de transbordo para o novo sistema de transporte.

Kleber Torres

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