quarta-feira, 8 de abril de 2026

Hospital Materno-Infantil de Ilhéus capacita equipes para inauguração do Bosque da Amamentação


A amamentação é frequentemente descrita como um ato instintivo, mas a realidade prática revela que se trata de uma habilidade aprendida, tanto para a mãe quanto para o bebê. Por este motivo é importante estimular a iniciativa desde os primeiros momentos do nascimento da criança.

Nesta quarta-feira (08), trabalhadores das equipes de Enfermagem e Nutrição do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade do Governo da Bahia administrada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), passaram por uma capacitação para aprimorar o manuseio das bombas extratoras de leite, que serão utilizadas no Bosque da Amamentação.

Esta equipe vai replicar os procedimentos técnicos para os demais funcionários que atuam na Unidade Canguru, Alojamento Conjunto e, parcialmente, na UTIN, setores contemplados pela iniciativa. O Bosque da Amamentação é uma intervenção ambiental não farmacológica e de baixo custo, criado em um espaço acolhedor, dedicado ao cuidado, à vida e ao fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê por meio da amamentação. Será inaugurado nas próximas semanas.

Capacitações estratégicas

Capacitações contínuas sobre a temática passam a fazer parte da estratégia do hospital, que acaba de criar sua Comissão de Aleitamento. “Para que espaços como o Bosque da Amamentação cumpram seu papel de excelência, a capacitação contínua e o entendimento profundo sobre as propriedades do leite materno são os pilares fundamentais”, explica uma das idealizadoras da iniciativa, Viviane Barreto. “Para os profissionais que vão atuar no Bosque da Amamentação, o conhecimento técnico é o que transforma uma angústia em uma experiência de sucesso”, completa a sua parceira no projeto, Bárbara Kruschewsky.

Segundo especialistas, o leite materno vai muito além da nutrição. Ele se adapta às necessidades diárias do lactante, alterando sua composição de acordo com a temperatura ambiente e o estado de saúde do bebê. Para que o Bosque da Amamentação se torne uma referência, é vital seguir os protocolos da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano e as diretrizes da OMS, como Higiene e Segurança, Armazenamento e Livre Demanda.

Planejamento

Para viabilizar a criação do Bosque da Amamentação, uma sala foi especialmente planejada pelas autoras do projeto e preparada pela direção do HMIJS com painéis visuais que remetem a uma ambiência de bosque. No local, foram instalados difusores aromáticos e serão ofertados serviços de musicoterapia, iluminação quente apropriada e materiais educativos, que passarão a ser distribuídos entre as pacientes.

“Quando a técnica encontra a empatia, o resultado é a promoção de uma geração mais saudável e de famílias mais seguras em sua jornada de cuidado”, destaca Viviane, acrescentando que amamentar é um investimento no futuro, e o suporte adequado é o que torna esse caminho sustentável. Com a iniciativa, as idealizadoras esperam reduzir quadros de ansiedade materna, aumentar a capacidade de ejeção láctea, elevar a satisfação materna e estimular a adesão a práticas culturalmente inclusivas. O projeto, além de integrar estímulos sensoriais a práticas naturalistas, prevê o monitoramento sistemático de indicadores clínicos e psicossociais. 

Maternidade gratuita

O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio é a primeira maternidade 100 por cento SUS da região. Já ultrapassou a marca de 13 mil partos. A unidade possui 105 leitos para obstetrícia, partos normal e de alto risco, pediatria clínica, UTIs pediátrica e Neonatal. É o único hospital habilitado pelo Ministério da Saúde para atendimento aos Povos Originários na Bahia. -Ascom.

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