Em entrevista, governador de Minas Gerais diz que a Corte virou "balcão de negócios" e defende código de ética
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| Governador Romeu Zema (Novo-MG) - (Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG) |
Do rDiario do Poder - O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que se apresenta como pré-candidato ao Palácio do Planalto, manifestou duras críticas à conduta dos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em publicações feitas nesta quarta-feira (18), o chefe do Executivo mineiro repercutiu declarações dadas à rádio Jovem Pan no dia anterior e ratificou que participará da manifestação agendada para 1º de março na Avenida Paulista, em São Paulo, organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Através de suas redes sociais, Zema foi enfático ao questionar a atual conjuntura da Corte. “Como não tenho rabo preso, posso afirmar com todas as letras: é inadmissível o que o STF está fazendo com o Brasil”, pontuou o governador.
Durante a entrevista, ele utilizou metáforas para descrever a crise institucional sob sua ótica, afirmando que “o STF se transformou no supremo balcão de negócios” e que “o Supremo Tribunal Federal precisar de um código de ética é a mesma coisa que o papa precisar de um caderninho de religião”.
O governador também direcionou seus questionamentos a casos específicos, mencionando o suposto envolvimento de familiares de magistrados em controvérsias ligadas ao Banco Master, embora não tenha citado nomes diretamente. Zema declarou ser o único postulante à presidência com uma postura crítica ativa contra a Corte.
“Como eu não tenho rabo preso, acho inadmissível mulher de ministro fazer contrato para ganhar R$ 3 milhões por mês e irmão de ministro ter contrato de compra e venda para receber R$ 35 milhões”, afirmou.
https://twitter.com/RomeuZema/status/2024111821091733930
Sobre a mobilização política de março, denominada “Acorda, Brasil”, Zema teceu elogios ao organizador do evento.
“Estarei lá, dando total apoio. O brasileiro precisa se manifestar contra este governo. Estarei lá com o Nikolas, uma pessoa que eu admiro e que terá um futuro político brilhante”.
Além das críticas de Zema, a pauta oficial do movimento prevê a defesa da anistia para os detidos em decorrência dos atos de 8 de janeiro. O protesto também deve pautar pedidos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

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