terça-feira, 3 de março de 2026

Relator ignora pressão de Lula e mantém redução da maioridade

Mendonça Filho ignorou a pressão do governo Lula para retirar o artigo

Deputado Mendonça Filho (União-PE), ex-ministro da Educação -Foto: Gustavo Lima/Câmara.

Do -Diario do Poder -O deputado federal Mendonça Filho (União-PE), que atua como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública na Câmara dos Deputados, decidiu preservar o artigo que diminui a maioridade penal de 18 para 16 anos. A decisão ocorre mesmo após pressão do governo Lula (PT) para retirar a medida.

Adicionalmente, o parlamentar pretende inserir no texto um maior rigor para a progressão de regime prisional, focando em condenados por delitos contra adolescentes, crianças e mulheres. Atualmente, tal impedimento legal recai apenas sobre líderes de facções criminosas.

Na última sexta-feira (27), Mendonça Filho manteve um encontro com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, momento em que foi formalizado o pedido governamental para que a alteração da idade penal não integrasse a proposta. Apesar disso, o dispositivo permaneceu.

Sobre o futuro do texto, o deputado declarou:

“Até o momento da votação, o texto pode ser alterado. Mas, por enquanto, segue isso mesmo. Se depender de mim, (a redução da maioridade) ficará. Sou apenas uma peça num xadrez político mais amplo”.

O parlamentar sustenta sua posição comparando o Brasil a outras nações que adotaram a medida, especialmente para casos de crimes graves, argumentando que o país destoa do cenário internacional ao considerar a idade mínima de responsabilidade penal. Como exemplo, citou a recente aprovação pelo Senado argentino de um projeto que baixa a idade de responsabilidade para 14 anos, uma pauta defendida pelo presidente Javier Milei.

Em contrapartida, o Brasil segue a recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece os 18 anos como patamar adequado. Em documento de 2015, a entidade pontuou que tais iniciativas contrariam padrões mundiais e direitos humanos, configurando um “retrocesso aos direitos humanos, à justiça social e ao desenvolvimento socioeconômico do país”.

o relator explicou:

“A redução da progressão de regime, que era restrita a líderes de facções, agora estendo a crimes contra crianças, jovens e mulheres. Está decidido que fará parte da PEC”.

Nenhum comentário:

Mais de 80% das pastagens do Sul da Bahia podem ser convertidas em Sistemas Agroflorestais com cacau

PARABÉNS, ITABUNA!

                                      ITABUNA  Início do século dezenove  Entre os claros da Mata Atlântica...  Do solo sagrado de um chão i...