MAIS A LUTA CONTINUA COM MAIS UM PROTESTO NO PORTO DE ILHÉUS
24 de fevereiro entra para a história da cacauicultura regional; produtores mantêm mobilização por proibição definitiva
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| Nosso cacau |
O dia 24 de fevereiro de 2026 passa a ser considerado um marco para os cacauicultores do sul da Bahia. Produtores da região comemoram a suspensão da importação de amêndoas de cacau provenientes da África, especialmente da Costa do Marfim, maior produtor mundial da commodity. A informação foi confirmada à imprensa pelo secretário municipal de Agricultura de Itabuna, João Carlos.
Segundo representantes do setor, a importação do produto africano vinha ocorrendo há anos e estaria causando sérios prejuízos à produção regional. Além da alegada qualidade inferior, produtores afirmam que o cacau importado teria contribuído para a introdução de pragas e doenças nas lavouras baianas, comprometendo a produtividade e elevando custos.
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| Cacau da África só traz prejuízos |
Outro impacto apontado foi a forte queda no preço pago ao produtor. De acordo com lideranças da cacauicultura, a arroba do cacau — que já chegou a ser comercializada por cerca de R$ 1.000 — sofreu desvalorização acentuada após a intensificação das importações, chegando a patamares próximos de R$ 150, o que comprometeu a sustentabilidade econômica de muitas propriedades.
Apesar da suspensão anunciada, os produtores mantêm a mobilização. Um novo protesto está previsto para a próxima sexta-feira, dia 27, no porto de Ilhéus, ponto estratégico para a chegada e escoamento do cacau. A manifestação pretende pressionar por medidas definitivas que impeçam novas importações.
João Carlos também informou que está sendo articulada uma reunião em Brasília com representantes de cacauicultores da Bahia, do Espírito Santo e do Pará, além de integrantes do governo federal, com o objetivo de discutir uma proibição concreta da entrada do cacau africano no país.
Para os produtores do sul baiano, região historicamente ligada à cultura do cacau e à formação econômica do estado, a decisão representa esperança de recuperação do setor, geração de empregos e fortalecimento da economia regional.
Lideranças rurais, no entanto, ressaltam que a luta continua até que haja garantias permanentes de proteção à cacauicultura nacional e políticas de valorização do produtor brasileiro.


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