terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Itabuna sem estádio: a exclusão do futebol e o vazio do lazer

Hoje, só saudade...
Da redação - Mais uma vez, Itabuna amarga a ausência no Campeonato Baiano de Futebol. O Itabuna Esporte Clube, um dos times mais tradicionais do estado, está fora da competição, repetindo um roteiro já conhecido por sua torcida: dificuldades financeiras, falta de estrutura e, principalmente, a inexistência de um estádio apto para sediar partidas oficiais.

A torcida azul e branca, reconhecida como uma das mais fiéis da Bahia, recebeu a notícia com decepção e tristeza. Não se trata apenas da ausência de um clube em campo, mas da negação de um direito coletivo ao esporte, ao lazer e à identidade cultural que o futebol representa para a cidade.

Muitas glórias!

O principal entrave continua sendo a interminável reforma do Estádio Fernando Gomes de Oliveira, o Itabunão. Recursos públicos são anunciados, etapas são prometidas, mas a obra nunca se conclui. O estádio permanece como símbolo de uma espera sem fim, enquanto o futebol local definha.

Na tentativa de manter o clube ativo, a diretoria do Itabuna Esporte Clube buscou alternativas, chegando a consolidar uma parceria com o Esporte Clube Vitória, de Salvador. Contudo, tudo indica que essa união chegou ao fim, somando-se à falta de estádio e selando, ao menos por enquanto, o afastamento definitivo do “time de fé, azul e branca” dos gramados baianos.

O resultado é um cenário desolador: Itabuna sem futebol, sem estádio, sem parque ecológico, com um rio historicamente bonito, mas hoje poluído, e com poucas opções de lazer para sua população. A cidade, que já foi referência esportiva no interior da Bahia, caminha para o triste título simbólico de “metrópole sem lazer”.

É lamentável. O futebol sempre foi mais do que um jogo em Itabuna: foi encontro, paixão, memória e esperança. Sem ele, perdem os torcedores, os atletas, o comércio local e, sobretudo, a própria cidade.

Enquanto o estádio não é entregue e políticas públicas de esporte e lazer seguem em segundo plano, resta à população a frustração — e a pergunta que insiste em ecoar: até quando

               A reforma só aconteceu aqui!  É triste!

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