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quarta-feira, 6 de março de 2019

A fé anencéfala dos evangélicos e protestantes


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O estudo da anencefalia pode abranger vários setores culturais da sociedade contemporânea. Assim, a anencefalia não interessa apenas, de fato, à área médico-biológico-científica, o que revela seus aspectos de multidisciplinariedade e de transdisciplinariedade. Podemos, modernamente, definir a anencefalia como uma patologia, a qual atinge o tubo neural do feto ainda na fase embrionária da gestação, de tal sorte resultar na incapacidade racional bem como no óbito do recém-nascido.

Como dito, o estudo da anencefalia e, consequentemente, da irracionalidade humanas pode interessar a vários setores culturais da sociedade pós-moderna como, por exemplo, os da religiosidade e os da fé. Por conseguinte, a fé totalmente irracional tem conduzido, com todo respeito, inúmeros segmentos do cristianismo contemporâneo. De fato, a histeria e o descontrole psicológico, mental e religioso das massas fazem-se, realmente, presentes nos meios evangélicos e protestantes os mais diversos possíveis.

O comportamento irracional revela-se presente, por exemplo, no desconhecimento hermenêutico, técnico e exegético das próprias Escrituras Sagradas, bem como nas contradições bíblicas ensinadas pelos próprios pregadores. A descrença na própria ressurreição espiritual do Cristo, ensinada pelo apóstolo Mateus, é uma das claras manifestações de incongruência e da anencefalia religiosas praticadas nos meios evangélicos cristãos (Mt 28:6-7). Além disso, a crença ilusória, fantasiosa e dogmática vem conduzindo, também, a fé irracional e amental nos dias atuais. Nesse sentido, podemos citar a crença na figura imaginária e dogmática do Divino Espírito Santo, o qual foi oficializado pelo Concílio Ecumênico de Constantinopla em 381 depois de Cristo. Observem-se, nesse contexto, que a maioria dos evangélicos e protestantes não acredita na existência do espírito e, muito menos, na existência do mundo espiritual. Porém, alguns juram, nos meios religiosos, que veem o Espírito Santo bem como o próprio demônio, os quais são, antes de tudo, espíritos ou corpos celestiais. Nessa ótica, Paulo ensina-nos: Se há corpo natural, há também corpo espiritual” (1Co 15:44).

Parece-nos, com todo respeito, que nossos irmãos evangélicos e protestantes sofrem de histeria coletiva ou histeria em massas. Para o renomado psicólogo austríaco Sigismund Freud, a histeria coletiva é um fenômeno social patológico no qual um determinado grupo de pessoas passa a acreditar que sofre de doenças semelhantes. Assim, a fé coletiva irracional e anencéfala pode muito bem ilustrar, de certa maneira, o comportamento sociorreligioso doentio praticado nos dias atuais.

Percebam, por fim, que o renomado sociólogo Karl Marx afirmou, no século XIX, que “a religião é o ópio do povo”. Eu acrescentaria a isso dizendo que, no Brasil, a fé e a religiosidade são o crack, a cocaína e a maconha das massas anencéfalas, evangélicas e protestantes.

Ricardo Lebourg Chaves
Advogado, professor de direito e cristão gnóstico
ricardolebourg@yahoo.com.br   

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