sábado, 18 de fevereiro de 2023

Moro consegue assinaturas para retomar projeto de prisão após 2ª instância

Senador Sergio Moro (União Brasil-PR). Foto: ABr

Pedido de desarquivamento será votado pelo Plenário, em data a ser definida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

Do - Diário do Poder - O senador Sérgio Moro (União-PR) conseguiu as 27 assinaturas necessárias para desarquivar o projeto (PLS 166/2018) que determina a prisão após condenação em segunda instância, mesmo que ainda haja possibilidade de recursos em instâncias superiores.

O pedido de desarquivamento ainda precisa ser votado pelo Plenário. A data será definida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

A proposta, do ex-senador Lasier Martins, havia sido arquivado no final de 2022.

“Conseguimos o apoio de 27 valorosos senadores e senadoras para desarquivar o projeto de lei já aprovado na CCJ que prevê a prisão em segunda instância. Um primeiro passo. Tenho certeza de que outros se somarão a esta luta”, anunciou o senador em rede social.

O projeto foi arquivado automaticamente por não ter sido aprovado pela Casa após duas legislaturas (uma encerrada no início de 2019 e a outra encerrada no início de 2023). O Regimento Interno do Senado, no entanto, prevê uma hipótese de desarquivamento. Para isso, é necessário o pedido assinado por pelo menos um terço da Casa (27 senadores) e a aprovação do requerimento em Plenário. Caso o requerimento seja aprovado pela maioria simples dos senadores, o projeto volta a ser analisado.

O texto altera o Código de Processo Penal (CPP), que condiciona o cumprimento da pena de prisão ao trânsito em julgado da condenação (esgotamento de todas as possibilidades de recurso). Para Moro, a mudança nessa regra é uma demanda da sociedade.

“Agora temos um desafio maior, que é levar o projeto de lei ao Plenário e ter aprovação. Mas é preciso estudar o melhor momento político para isso. Essa pauta é uma reclamação da sociedade. A impunidade, não só de corrupção, mas de outros crimes, é algo que afeta nosso sentimento de justiça. Algo que leva o país para trás. Vamos persistir nesta pauta, ainda que leve tempo”, afirmou o senador.

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