O argumento de que o aumento do número de ministérios visa um melhor desempenho ao novo governo, já chamado de Lula 3, é inconsistente, de uma fragilidade que salta aos olhos. Enfim, não é verdadeiro. A intenção é amenizar as críticas sobre o crescimento dos atuais 23 ministérios para 37. A verdade é que Lula só pode cumprir as promessas feitas durante a campanha se aumentar as pastas, umas sendo novas, como, por exemplo, a dos Povos Originários, e outras sendo "paridas". Ou seja, do Ministério da Fazenda vai surgir o do Planejamento e da Indústria e Comércio. Tem também o retorno da Pesca, dos Esportes, Portos, Transportes e das Cidades. A disputa por cargos envolve partidos que apoiaram a candidatura de Lula desde o início, os que só deram apoio no segundo turno e até os que não apoiaram, como o PP do todo poderoso Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados e porta-voz do centrão. Em nome da tal da governabilidade tudo é permitido, ela oxigena o toma lá, dá cá. Um detalhe que vem chamando atenção, até certo ponto hilariante, é a entrega de um ministério para por fim a uma ciumada. Me refiro ao do Planejamento para o ex-governador de Alagoas Renan Filho (MDB), filho do senador emedebista Renan Calheiros, que foi um dos principais protagonistas do impeachment da então presidente Dilma Vana Rousseff (PT). A turma de Renan se queixa que Arthur Lira vem sendo muito prestigiado. O comandante do cargo mais cobiçado do Poder Legislativo, cuja reeleição é dada como favas contadas, é ferrenho adversário de Calheiros lá em Alagoas. E a ex-presidenciável Simone Tebet, do MDB do Mato Grosso do Sul, que anunciou seu apoio a Lula assim que saiu o resultado do primeiro turno ? Até agora nada. A senadora avisou que não aceita cargo decorativo como prêmio de consolação. O imbróglio na arrumação da casa do novo governo, o Lula 3, deve ficar cada vez mais intenso. *(COLUNA WENSE, DOMINGO, 18 DE DEZEMBRO DE 2022)*.
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