quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Domingo sem futebol em Itabuna

"Em Itabuna, o domingo anda estranho. Falta barulho, falta grito, falta emoção. Falta futebol..."

Joselito dos Reis

O Itabuna Esporte Clube, o de fé time azul e branco, mais uma vez não entrou em campo. Não por derrota, não por rebaixamento, mas por ausência. Ausência de estádio, de estrutura, de decisão.

O torcedor acorda cedo, por hábito. O radinho ainda está ali, na estante. A camisa azul e branca, guardada com carinho. Mas não há jogo, não há escalação, não há apito inicial. O Itabunão segue fechado, como um portão enferrujado da memória coletiva da cidade. Uma reforma eterna, dessas que começam, recomeçam e nunca terminam. Dizem que o dinheiro vem. O estádio, não.

Meu Time de Fe

Tentaram salvar o time. Houve esperança. Uma parceria com o Vitória, gigante da capital, parecia ser a tábua de salvação. Mas a tábua quebrou. A parceria se desfez, e com ela se desfez também o último fio de expectativa de ver o “time de fé, azul e branca” voltar a alegrar as tardes de domingo.


E Itabuna vai ficando assim:

sem futebol,

sem estádio,

sem parque ecológico,

com um rio bonito, porém doente, poluído, pedindo socorro.

Que poderia desenvolver um projeto de lazer; caiaques, canoas. competição de barcos a velas... a cidade ficaria linda! 

A cidade cresce, vira metrópole no discurso, mas encolhe no lazer. Uma metrópole sem encontro, sem praça viva, sem arquibancada cheia. Uma cidade onde o futebol, que sempre foi abraço coletivo, virou lembrança.

O futebol não é só bola rolando. É pai levando filho ao estádio, é vendedor ambulante garantindo o pão, é o grito preso na garganta que explode em gol. Quando o futebol some, algo maior se perde junto: o sentimento de pertencimento.

Hoje, Itabuna vive domingos silenciosos. Com saudade das suas tardes de futebol e estadio cheio e a torcida alrgre e cantabdo. bum domingo de Sol, com torcida de todo sul da Bahia; de tods regiao grapiúna!

E o silêncio, às vezes, dói mais do que a derrota.

É triste.

Muito triste.

Itabuna sem futebol!

Vamos respeitar a história do nosso futebol e à memória dos nossos pioneiros!


Joselito dos Reis  - Poeta e jornalista.

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