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| Joselito dos Reis |
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| Energia renovada nao atinge o meio ambiente |
A contradição é evidente. O mesmo governo que se coloca como defensor da Amazônia e do meio ambiente no cenário internacional, internamente cria barreiras para o avanço das energias renováveis. Isso levanta uma questão crucial: até que ponto o compromisso ambiental do governo é real ou apenas retórico?
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| Carros elétricos, idem... |
Outro aspecto preocupante envolve os recursos internacionais destinados ao combate ao desmatamento da Amazônia. Esses investimentos dependem da credibilidade do país e da coerência entre discurso e prática. Medidas que desestimulam tecnologias limpas podem minar a confiança dos países parceiros e colocar em dúvida a continuidade desses repasses financeiros.
É legítimo questionar: após decisões que vão na contramão da política ambiental mundial, os países comprometidos com a agenda climática continuarão enviando recursos ao Brasil? A dúvida é pertinente e preocupante.
Ao optar por taxar soluções sustentáveis, o governo Lula transmite a impressão de que o interesse arrecadatório se sobrepõe à responsabilidade ambiental. O impacto é negativo para o meio ambiente, para os investidores e para a população, que vê encarecer alternativas que deveriam ser incentivadas.
O enfrentamento da crise climática exige ações concretas, coerentes e responsáveis. Penalizar quem aposta em energia limpa é um retrocesso grave, com reflexos que ultrapassam as fronteiras nacionais. Em um tema de ordem global, o Brasil não pode agir como se estivesse isolado do mundo.
Quando o discurso não se traduz em prática, o resultado é descrédito. E, no caso do meio ambiente, o custo desse descrédito pode ser irreversível.
Joselito dos Reis
Jornalista e poeta



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