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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Irmão de Eduardo Campos relata ameaças e pede proteção a Moro, após depor sobre o PSB

Antônio Campos teme pela vida e por sua família, após testemunhar em inquérito do MPF

Do - Diário do Poder - Após prestar depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco, na última sexta-feira (7), em inquérito sigiloso que investigaria o PSB, o irmão do ex-governador Eduardo Campos, Antônio Campos, relatou ter recebido ameaças contra sua vida e integridade física, ao pedir nesta terça-feira (11) proteção à Polícia Federal (PF) e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.
“Estão tentando me intimidar como testemunha”, disse o advogado, escritor e presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), ao revelar ter recebido “mensagens estranhas”, em entrevista ao Blog de Jamildo.
Conhecido como Tonca em Pernambuco, o irmão de Eduardo Campos trava uma guerra familiar contra seu sobrinho, o deputado federal e pré-candidato a prefeito de Recife (PE) João Campos (PSB-PE). E relatou nos requerimentos que as ameaças surgiram, após atender à convocação da Procuradoria da República em Pernambuco, e depor durante mais de duas horas, como testemunha no inquérito.

De acordo com seu advogado Weryd Simões, as ameaças aumentaram após o depoimento ao MPF, na investigação aponta supostos ilícitos do PSB, que ele diz desconhecer em detalhes, por ser sigiloso e por seu cliente ser apenas testemunha.
“Após esse depoimento da sexta-feira [7], se intensificaram ameaças. E aí, temendo pela própria vida e pela integridade de sua família, ele tomou a decisão de requerer proteção na condição de testemunha. Porque ele não foi ouvido como réu ou suspeito, mas como testemunha compromissada com a verdade”, disse Weryd Simões, que protocolou os pedidos de Tonca junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília (DF), e à Superintendência Regional da PF e à Procuradoria da República em Pernambuco.
Diário do Poder pediu para ter acesso ao teor das mensagens ameaçadoras, mas o advogado disse que Antônio Campos aguarda audiência com o ministro Sérgio Moro para expor toda a documentação e provas e entregá-las para que fique à disposição da Justiça.
Ao depor no MPF, Antônio Campos disse que prestou relevantes serviços à sociedade pernambucana. E alertou que o PSB e forças aliadas ao partido estariam com um plano de ataque para tentar desqualificá-lo. “Estou pronto para me defender. Quem viver, verá!”, avisou.
Antônio e o sobrinho e deputado João Campos (PSB-PE).
PSB ou guerra familiar?
Questionado pelo Diário do Poder se saberia do que se trata tal investigação e sobre como se posiciona diante do relato das ameaças ser atribuído ao depoimento de Antônio Campos, o presidente nacional do PSB Carlos Siqueira respondeu o seguinte: “Eu sou político e só falo sobre política. Em assunto familiar não mim corresponde falar [sic]”.
Siqueira disse desconhecer que o PSB seja alvo do inquérito, e deixou no ar dúvidas se o MPF investiga o partido, ou tem relação direta com a batalha familiar do clã Campos-Arraes. “Eu não tenho conhecimento desse inquérito. Portanto, não posso falar sobre o que não conheço. O inquérito, se existe, pode ser contra pessoas do PSB e não contra o partido”, disse o presidente nacional do PSB.
O MPF em Pernambuco não está se pronunciando sobre o caso, segundo a assessoria de imprensa do órgão ministerial.
Tonca declarou no início deste mês que “não virou a página” do conflito familiar, após ter sido xingado de “sujeito pior” pelo sobrinho deputado, em dezembro de 2019, durante reunião da Comissão de Educação da Câmara. O atrito fez o tio de João Campos prometer expor à Procuradoria Geral da República e à Força Tarefa da Operação Lava Jato “o lado obscuro” do clã Campos-Arraes.
Diário do Poder fez contato com a assessoria do deputado João Campos e solicitou o posicionamento do parlamentar a respeito dos relatos de ameaças envolvendo seu tio e o PSB em Pernambuco. A posição do deputado será publicada, quando for enviada.

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