DIGNIDADE

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Rui Barbosa


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sábado, 25 de março de 2017

O legado de Agassiz Almeida

Luiz Couto na Câmara dos Deputados: Agassiz Almeida é uma lenda viva da nossa história
Discurso pronunciado pelo deputado Luiz Couto acerca da inauguração do “Memorial Agassiz Almeida pela UFPB”
 
                            Sr. Presidente, Sras, e Srs, Deputados. Muitos fazem história, outros nos fazem ter memórias, mas existem aqueles que ficam marcados na história e na memória, e em vida viram lendas.
                           Assim é a vida de Agassiz Almeida, um homem simples, mas com um coração valente. Filho de Antônio Pereira de Almeida e Josita de Amorim Almeida.
                    Em 1946, ingressou no Colégio Pio XI, em Campina Grande, Paraíba, onde concluiu o ginásio. Parte da sua infância e da adolescência ele viveu nos cariris de Barra de Santana, Boa Vista e Cabaceiras, onde conheceu as comunidades dos quilombolas e a discriminação que elas sofriam, fato este que começou a marcar a sua visão de mundo.
                  No dia 29 de novembro de 2016, Agassiz Almeida foi eternizado nos corações dos paraibanos. A Universidade Federal da Paraíba inaugurou o Memorial Agassiz Almeida, que foi instalado no prédio da antiga Faculdade de Direito da Paraíba, a qual abriga o acervo literário, documental e político do ex-aluno e professor daquela instituição.
Agassiz Almeida foi eternizado pela UFPB, pelos paraibanos e pelo Brasil. É um escritor que passou todas as adversidades da ditadura militar, desafiou o coronelismo no cariri paraibano, não com armas, mais com a humildade, a inteligência e a fé.
             Por tudo isso, quero deixar minha homenagem a este grande paraibano. O mais belo dom de Deus dado a Agassiz foi o de fazer hoje pensar os que podem pensar. Eu tenho prazer em afirmar que sou um discípulo deste grande homem. A luta que este formador de opiniões pratica em prol dos direitos humanos me fascina e me faz acreditar que no Brasil existem outros Agassizes que marcam e mudam o hoje para um novo amanhã.
                   Sr. Presidente, esta é minha homenagem ao amigo e companheiro Agassiz Almeida.
Quero também agradecer à UFPB por essa brilhante iniciativa. Tenho certeza de que esse acervo e memorial ajudarão muitas gerações a entender o que aconteceu no passado e a lidar com os conceitos do futuro.
                Envio daqui o meu abraço, aplaudindo de pé essa lenda viva paraibana.
Era o que tinha a dizer.

                     O que representa o “Memorial Agassiz Almeida”
    
                        Sou egresso das gerações de 60 e 70 do século passado, que carregavam  sonhos e indignações. O que elas aspiravam e por quais causas lutavam?. Queriam transformar a sociedade humana de tão abissais desigualdades sociais em que menos de 2% de privilegiados detem mais de 70% da renda mundial, enquanto quase dois bilhões de pessoas se debatem nas fronteiras da miséria e da ignorância.
                         
  Na década de 70 do século passado, deixei o meu Recife e fui fazer doutorado em Economia na Universidade de Paris, onde de lá, pude melhor conhecer o esforço dos povos por sua libertação das garras do colonialismo e das botas do capitalismo selvagem.
                            De lá, conheci a fibra dos resistentes contra a ditadura militar no Brasil, entre eles, lá estavam, Leonel Brizola, Luis Carlos Prestes, Miguel Arraes, Gregório Bezerra, Agassiz Almeida, Francisco Julião, Darcy Ribeiro e Paulo Cavancanti.
                           Ingressei nas lutas em defesa dos povos subjugados por ditaduras tirânicas, como as da América Latina, inclusive a do Brasil.
                           Um brado ecoou das consciências livres: Libertas quae sera tamen.
                           Contra aqueles que esfarraparam as liberdades democráticas, levantei a minha voz, fazendo coro ao imenso grito dos indignados da minha geração hoje corporificados historicamente no “Memorial Agassiz Almeida”.

 João Luiz Fonseca
Professor da UFPB e doutor em economia pela Universidade de Paris
Divulgação dos amigos de Luiz Couto e Agassiz Almeida

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