quarta-feira, 27 de julho de 2016

Itabuna completa 106 anos sem nada a comemorar

População faz manifesto pela despoluição do rio cachoeira

Vivendo a sua pior crise, em todos os sentidos, dos últimos anos, onde as piores delas estão sendo a epidemia de dengue e a seca, forçando a população usar água salgada, ao invés de potável, Itabuna comemora 106 anos de emancipação-politico-administrativo.

Uma cidade sem perspectiva de atrair emprego pela falta da água, onde o principal culpado é o governo do estado, está fazendo com que muitos itabunenses procurem outros destinos para fixar residencias.

Hoje o que se vê na cidade é um abandono total e centenas de imoveis colcoados a venda ou para alugar, o que afetou de cheio, a principal fonte de renda do muncipio, que é a prestação de serviços e o comércio, numa queda vertiginosa.

Sem a sua principal economia que era o cacau, que foi devastada pela vassoura de bruxa, trazida - segundo a Policia Federal - pela mão do homem, hoje a principal economia do municipio é a venda de água potavel, um fato jamais esperado pelos filhos dessa terra.   

Sem uma representação politca alicerçada, a tendencia é piorar a situação, se a população da cidade não souber escolher  seus representantes, pois o municipio carece de imediato de grandes investimentos.  



TRAUMA...
                    Ao Rio Cachoeira, à Itabuna.
Do lado de lá
Da cidade preciso chegar
No meio do caminho
Um impecilio
Uma ponte
Uma angustia
Um rio poluido!... 

Um rio frio
Um rio sem brio
Um rio quase morto
Um rio fedido...

O rio da minha infância!
Hoje dos meus sonhos...

Choro, e dentro de mim.
Nasce outro rio...
Um rio de lagrimas
Um rio de magoas
Um rio das doces lembranças...

Sofro, em atravessar a ponte!
Preciso ir, ao lado de lá.
Chegar! Sem trauma...

Mas na impotência
doem meu espírito, minha alma
meu coração
que aflição!

Pergunto a mim mesmo;
Onde estão, para aonde foram:
O verde do rio?
As suas águas cristalinas?
Os seus peixes...?
As suas juritis...?
Os seus jasmins...?
A sua vida, enfim...?
triste de mim.

Joselito dos Reis
05.06.2016








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