sábado, 22 de agosto de 2026

Em parceria com a UESC e a UFSB, a Sylvera lança o Open Carbon Data

Project para impulsiona

 investimentos na Mata

 Atlântica brasileira, com

 apoio da Fundação

 Rockefeller e da Meta.

(texto adaptado de https://www.rockefellerfoundation.org/news/sylvera-launches-open-carbon-data-project-investment-brazilian-atlantic-forest-rockefeller-foundation-and-meta/)

 

Com um financiamento combinado de US$ 900 mil da Fundação Rockefeller e da Meta, a Sylvera, em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o World Resources Institute (WRI) e a Symbiosis Coalition, está criando o primeiro conjunto de dados de carbono florestal do mundo, de acesso aberto e com qualidade de referência.

A Sylvera, empresa que é referência mundial em inteligência em carbono, anunciou hoje o Open Carbon Data Project, uma iniciativa inédita para gerar dados de alta resolução e de acesso aberto sobre o carbono florestal em toda a Mata Atlântica brasileira. Apoiado pela Fundação Rockefeller, Meta, World Resources Institute, Symbiosis Coalition e importantes instituições brasileiras de pesquisa, o projeto busca enfrentar uma das principais barreiras ao desenvolvimento do mercado de carbono: ampliar a disponibilidade de dados confiáveis e cientificamente robustos que sustentem processos de medição, relato e verificação (MRV) em larga escala.

Ao possibilitar a medição e a verificação precisas dos estoques de carbono florestal, o conjunto de dados reduzirá as barreiras de participação no mercado de carbono, especialmente para pequenos produtores rurais e projetos liderados por comunidades. Além disso, aumentará a confiança dos investidores, contribuindo para ampliar o financiamento destinado à restauração e à proteção das florestas.

Segundo o CEO da Sylvera, Allister Furey, “Os mercados de carbono não podem crescer sem confiança, e a confiança começa com dados de campo confiáveis. Ao combinar medições em campo com técnicas avançadas de sensoriamento remoto, estamos ajudando a construir a base de dados de biomassa da qual dependem mercados de carbono mais precisos, transparentes e escaláveis.”

“Dados acessíveis e de alta qualidade constituem uma infraestrutura essencial para ampliar o financiamento climático baseado na natureza e garantir que ele gere benefícios reais para as comunidades locais”, afirmou Carli Roth, Diretora de Finanças Inovadoras da Fundação Rockefeller. “Esta iniciativa demonstra como dados abertos e mais precisos podem atrair investimentos, aumentando a confiança de investidores e compradores, ao mesmo tempo em que ajudam atores locais a acelerar o acesso equitativo a recursos financeiros para comunidades historicamente pouco atendidas e que dependem de florestas saudáveis para sua subsistência.”

As soluções climáticas baseadas na natureza vêm atraindo investimentos crescentes e gerando resultados concretos para o clima. A criação de um conjunto de dados aberto, baseado em medições de campo ("ground truth"), em ecossistemas complexos como a Mata Atlântica permitirá o desenvolvimento de sistemas de verificação mais sofisticados, acelerando sua implementação e reduzindo custos, o que favorecerá a expansão do mercado. Os sistemas digitais de medição, relato e verificação (dMRV) oferecem um caminho para tornar a verificação mais escalável e menos onerosa, mas dependem de dados robustos para gerar modelos precisos. Esta iniciativa foi concebida justamente para fornecer essa base.

O conjunto de dados permitirá a medição e a verificação precisas dos estoques de carbono florestal, aprimorando a calibração e a validação de modelos de monitoramento baseados em satélites. Isso reduzirá as barreiras de entrada para participantes do mercado de carbono, especialmente pequenos produtores e projetos comunitários, além de aumentar a confiança de investidores e compradores corporativos nos resultados das verificações, ampliando o fluxo de recursos financeiros para a restauração e conservação das florestas. Estes dados serão disponibilizados ainda este ano sob a licença aberta CC BY 4.0 e hospedados pelo World Resources Institute (WRI), garantindo acesso gratuito para desenvolvedores, registros, formuladores de políticas públicas e pesquisadores de todo o mundo.

Um dos princípios centrais da iniciativa é que o trabalho seja conduzido localmente e orientado por especialistas da própria região. Por meio de parcerias com universidades brasileiras, instituições de pesquisa, organizações locais de implementação, órgãos governamentais e proprietários de terras, o projeto assegura tanto a integridade científica quanto a participação equitativa dos envolvidos, fortalecendo a capacidade regional de produção de dados e a confiança institucional no longo prazo.

As parcerias brasileiras

A Dra. Deborah Faria, professora Plena do Departamento de Ciências Biológicas (DCB) e coordenadora do Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação (Leac) da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) é a coordenadora oficial do projeto no país, e afirma que “A iniciativa Open Carbon Data Project fortalece o conhecimento global sobre as florestas e o ciclo do carbono. Na Bahia, o projeto permitirá estimativas mais precisas dos estoques de carbono em remanescentes de Mata Atlântica e em sistemas agroflorestais de cacau, gerando benefícios para os produtores rurais. Ao reunir cientistas, comunidades e proprietários de terra, a iniciativa produz conhecimento alinhado às realidades locais e contribui para o desenvolvimento sustentável da região.”

O Dr. Daniel Piotto, professor da Universidade Federal do Sul da Bahia e docente do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade da Uesc e vice-líder da iniciativa no Brasil acrescenta: “A parceria com a Sylvera permitirá gerar estimativas robustas dos estoques de carbono na região sul da Bahia, além de promover o intercâmbio científico e a capacitação de pesquisadores da região nas metodologias mais avançadas de pesquisa voltadas ao carbono florestal.”

Sobre o Open Carbon Data Project

O Open Carbon Data Project é uma iniciativa que reúne diversos parceiros para criar o primeiro conjunto de dados de carbono florestal de acesso aberto e com qualidade de referência, inicialmente voltado para a Mata Atlântica brasileira. Combinando campanhas de campo com tecnologia avançada de sensores LiDAR em múltiplas escalas e sensoriamento remoto por satélite, o projeto busca melhorar a precisão, a acessibilidade e a credibilidade dos dados sobre carbono florestal. Com isso, pretende reduzir os custos e aumentar a confiança na participação no mercado de carbono por parte de desenvolvedores de projetos, certificadoras, investidores e formuladores de políticas públicas em todo o mundo.

Sobre a Sylvera

A Sylvera é a principal empresa de inteligência em carbono, fornecendo classificações independentes, dados de mercado e análises geoespaciais para incentivar investimentos em ações climáticas de impacto real. Utilizando dados proprietários, aprendizado de máquina e conhecimento técnico de campo, a empresa já avaliou mais de 700 projetos e oferece uma visão abrangente de mais de 27 mil projetos em todo o mundo. Reconhecida por empresas, investidores, desenvolvedores de projetos e formuladores de políticas públicas, a Sylvera conta com o apoio de importantes investidores, incluindo Balderton Capital, Index Ventures, Insight Partners e Salesforce Ventures.


Sobre a Fundação Rockefeller

Ao longo de seus 113 anos de atuação, a Fundação Rockefeller investiu cerca de US$ 30 bilhões para promover o bem-estar da humanidade. Trata-se de uma organização filantrópica pioneira, construída sobre parcerias inovadoras e soluções capazes de gerar resultados mensuráveis para pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo. A Fundação utiliza avanços científicos, inteligência artificial e novas tecnologias para realizar investimentos estratégicos nas áreas de energia, alimentação, saúde e finanças.

Para mais informações, assine a newsletter da Fundação em www.rockefellerfoundation.org/subscribe e acompanhe suas redes sociais no X (@RockefellerFdn), Instagram (@rockefellerfdn), YouTube (@RockefellerFdn) e LinkedIn (@the-rockefeller-foundation).

 

Project para impulsionar investimentos na Mata Atlântica brasileira, com apoio da Fundação Rockefeller e da Meta.

(texto adaptado de https://www.rockefellerfoundation.org/news/sylvera-launches-open-carbon-data-project-investment-brazilian-atlantic-forest-rockefeller-foundation-and-meta/)

 

Com um financiamento combinado de US$ 900 mil da Fundação Rockefeller e da Meta, a Sylvera, em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o World Resources Institute (WRI) e a Symbiosis Coalition, está criando o primeiro conjunto de dados de carbono florestal do mundo, de acesso aberto e com qualidade de referência.

A Sylvera, empresa que é referência mundial em inteligência em carbono, anunciou hoje o Open Carbon Data Project, uma iniciativa inédita para gerar dados de alta resolução e de acesso aberto sobre o carbono florestal em toda a Mata Atlântica brasileira. Apoiado pela Fundação Rockefeller, Meta, World Resources Institute, Symbiosis Coalition e importantes instituições brasileiras de pesquisa, o projeto busca enfrentar uma das principais barreiras ao desenvolvimento do mercado de carbono: ampliar a disponibilidade de dados confiáveis e cientificamente robustos que sustentem processos de medição, relato e verificação (MRV) em larga escala.

Ao possibilitar a medição e a verificação precisas dos estoques de carbono florestal, o conjunto de dados reduzirá as barreiras de participação no mercado de carbono, especialmente para pequenos produtores rurais e projetos liderados por comunidades. Além disso, aumentará a confiança dos investidores, contribuindo para ampliar o financiamento destinado à restauração e à proteção das florestas.

Segundo o CEO da Sylvera, Allister Furey, “Os mercados de carbono não podem crescer sem confiança, e a confiança começa com dados de campo confiáveis. Ao combinar medições em campo com técnicas avançadas de sensoriamento remoto, estamos ajudando a construir a base de dados de biomassa da qual dependem mercados de carbono mais precisos, transparentes e escaláveis.”

“Dados acessíveis e de alta qualidade constituem uma infraestrutura essencial para ampliar o financiamento climático baseado na natureza e garantir que ele gere benefícios reais para as comunidades locais”, afirmou Carli Roth, Diretora de Finanças Inovadoras da Fundação Rockefeller. “Esta iniciativa demonstra como dados abertos e mais precisos podem atrair investimentos, aumentando a confiança de investidores e compradores, ao mesmo tempo em que ajudam atores locais a acelerar o acesso equitativo a recursos financeiros para comunidades historicamente pouco atendidas e que dependem de florestas saudáveis para sua subsistência.”

As soluções climáticas baseadas na natureza vêm atraindo investimentos crescentes e gerando resultados concretos para o clima. A criação de um conjunto de dados aberto, baseado em medições de campo ("ground truth"), em ecossistemas complexos como a Mata Atlântica permitirá o desenvolvimento de sistemas de verificação mais sofisticados, acelerando sua implementação e reduzindo custos, o que favorecerá a expansão do mercado. Os sistemas digitais de medição, relato e verificação (dMRV) oferecem um caminho para tornar a verificação mais escalável e menos onerosa, mas dependem de dados robustos para gerar modelos precisos. Esta iniciativa foi concebida justamente para fornecer essa base.

O conjunto de dados permitirá a medição e a verificação precisas dos estoques de carbono florestal, aprimorando a calibração e a validação de modelos de monitoramento baseados em satélites. Isso reduzirá as barreiras de entrada para participantes do mercado de carbono, especialmente pequenos produtores e projetos comunitários, além de aumentar a confiança de investidores e compradores corporativos nos resultados das verificações, ampliando o fluxo de recursos financeiros para a restauração e conservação das florestas. Estes dados serão disponibilizados ainda este ano sob a licença aberta CC BY 4.0 e hospedados pelo World Resources Institute (WRI), garantindo acesso gratuito para desenvolvedores, registros, formuladores de políticas públicas e pesquisadores de todo o mundo.

Um dos princípios centrais da iniciativa é que o trabalho seja conduzido localmente e orientado por especialistas da própria região. Por meio de parcerias com universidades brasileiras, instituições de pesquisa, organizações locais de implementação, órgãos governamentais e proprietários de terras, o projeto assegura tanto a integridade científica quanto a participação equitativa dos envolvidos, fortalecendo a capacidade regional de produção de dados e a confiança institucional no longo prazo.

As parcerias brasileiras

A Dra. Deborah Faria, professora Plena do Departamento de Ciências Biológicas (DCB) e coordenadora do Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação (Leac) da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) é a coordenadora oficial do projeto no país, e afirma que “A iniciativa Open Carbon Data Project fortalece o conhecimento global sobre as florestas e o ciclo do carbono. Na Bahia, o projeto permitirá estimativas mais precisas dos estoques de carbono em remanescentes de Mata Atlântica e em sistemas agroflorestais de cacau, gerando benefícios para os produtores rurais. Ao reunir cientistas, comunidades e proprietários de terra, a iniciativa produz conhecimento alinhado às realidades locais e contribui para o desenvolvimento sustentável da região.”

O Dr. Daniel Piotto, professor da Universidade Federal do Sul da Bahia e docente do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade da Uesc e vice-líder da iniciativa no Brasil acrescenta: “A parceria com a Sylvera permitirá gerar estimativas robustas dos estoques de carbono na região sul da Bahia, além de promover o intercâmbio científico e a capacitação de pesquisadores da região nas metodologias mais avançadas de pesquisa voltadas ao carbono florestal.”

Sobre o Open Carbon Data Project

O Open Carbon Data Project é uma iniciativa que reúne diversos parceiros para criar o primeiro conjunto de dados de carbono florestal de acesso aberto e com qualidade de referência, inicialmente voltado para a Mata Atlântica brasileira. Combinando campanhas de campo com tecnologia avançada de sensores LiDAR em múltiplas escalas e sensoriamento remoto por satélite, o projeto busca melhorar a precisão, a acessibilidade e a credibilidade dos dados sobre carbono florestal. Com isso, pretende reduzir os custos e aumentar a confiança na participação no mercado de carbono por parte de desenvolvedores de projetos, certificadoras, investidores e formuladores de políticas públicas em todo o mundo.

Sobre a Sylvera

A Sylvera é a principal empresa de inteligência em carbono, fornecendo classificações independentes, dados de mercado e análises geoespaciais para incentivar investimentos em ações climáticas de impacto real. Utilizando dados proprietários, aprendizado de máquina e conhecimento técnico de campo, a empresa já avaliou mais de 700 projetos e oferece uma visão abrangente de mais de 27 mil projetos em todo o mundo. Reconhecida por empresas, investidores, desenvolvedores de projetos e formuladores de políticas públicas, a Sylvera conta com o apoio de importantes investidores, incluindo Balderton Capital, Index Ventures, Insight Partners e Salesforce Ventures.

Sobre a Fundação Rockefeller

Ao longo de seus 113 anos de atuação, a Fundação Rockefeller investiu cerca de US$ 30 bilhões para promover o bem-estar da humanidade. Trata-se de uma organização filantrópica pioneira, construída sobre parcerias inovadoras e soluções capazes de gerar resultados mensuráveis para pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo. A Fundação utiliza avanços científicos, inteligência artificial e novas tecnologias para realizar investimentos estratégicos nas áreas de energia, alimentação, saúde e finanças.

Para mais informações, assine a newsletter da Fundação em www.rockefellerfoundation.org/subscribe e acompanhe suas redes sociais no X (@RockefellerFdn), Instagram (@rockefellerfdn), YouTube (@RockefellerFdn) e LinkedIn (@the-rockefeller-foundation).

 Em parceria com a UESC e a UFSB, a Sylvera lança o Open Carbon Data

Project para impulsionar investimentos na Mata Atlântica brasileira, com apoio da Fundação Rockefeller e da Meta.

(texto adaptado de https://www.rockefellerfoundation.org/news/sylvera-launches-open-carbon-data-project-investment-brazilian-atlantic-forest-rockefeller-foundation-and-meta/)

Com um financiamento combinado de US$ 900 mil da Fundação Rockefeller e da Meta, a Sylvera, em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o World Resources Institute (WRI) e a Symbiosis Coalition, está criando o primeiro conjunto de dados de carbono florestal do mundo, de acesso aberto e com qualidade de referência.

A Sylvera, empresa que é referência mundial em inteligência em carbono, anunciou hoje o Open Carbon Data Project, uma iniciativa inédita para gerar dados de alta resolução e de acesso aberto sobre o carbono florestal em toda a Mata Atlântica brasileira. Apoiado pela Fundação Rockefeller, Meta, World Resources Institute, Symbiosis Coalition e importantes instituições brasileiras de pesquisa, o projeto busca enfrentar uma das principais barreiras ao desenvolvimento do mercado de carbono: ampliar a disponibilidade de dados confiáveis e cientificamente robustos que sustentem processos de medição, relato e verificação (MRV) em larga escala.

Ao possibilitar a medição e a verificação precisas dos estoques de carbono florestal, o conjunto de dados reduzirá as barreiras de participação no mercado de carbono, especialmente para pequenos produtores rurais e projetos liderados por comunidades. Além disso, aumentará a confiança dos investidores, contribuindo para ampliar o financiamento destinado à restauração e à proteção das florestas.

Segundo o CEO da Sylvera, Allister Furey, “Os mercados de carbono não podem crescer sem confiança, e a confiança começa com dados de campo confiáveis. Ao combinar medições em campo com técnicas avançadas de sensoriamento remoto, estamos ajudando a construir a base de dados de biomassa da qual dependem mercados de carbono mais precisos, transparentes e escaláveis.”

“Dados acessíveis e de alta qualidade constituem uma infraestrutura essencial para ampliar o financiamento climático baseado na natureza e garantir que ele gere benefícios reais para as comunidades locais”, afirmou Carli Roth, Diretora de Finanças Inovadoras da Fundação Rockefeller. “Esta iniciativa demonstra como dados abertos e mais precisos podem atrair investimentos, aumentando a confiança de investidores e compradores, ao mesmo tempo em que ajudam atores locais a acelerar o acesso equitativo a recursos financeiros para comunidades historicamente pouco atendidas e que dependem de florestas saudáveis para sua subsistência.”

As soluções climáticas baseadas na natureza vêm atraindo investimentos crescentes e gerando resultados concretos para o clima. A criação de um conjunto de dados aberto, baseado em medições de campo ("ground truth"), em ecossistemas complexos como a Mata Atlântica permitirá o desenvolvimento de sistemas de verificação mais sofisticados, acelerando sua implementação e reduzindo custos, o que favorecerá a expansão do mercado. Os sistemas digitais de medição, relato e verificação (dMRV) oferecem um caminho para tornar a verificação mais escalável e menos onerosa, mas dependem de dados robustos para gerar modelos precisos. Esta iniciativa foi concebida justamente para fornecer essa base.

O conjunto de dados permitirá a medição e a verificação precisas dos estoques de carbono florestal, aprimorando a calibração e a validação de modelos de monitoramento baseados em satélites. Isso reduzirá as barreiras de entrada para participantes do mercado de carbono, especialmente pequenos produtores e projetos comunitários, além de aumentar a confiança de investidores e compradores corporativos nos resultados das verificações, ampliando o fluxo de recursos financeiros para a restauração e conservação das florestas. Estes dados serão disponibilizados ainda este ano sob a licença aberta CC BY 4.0 e hospedados pelo World Resources Institute (WRI), garantindo acesso gratuito para desenvolvedores, registros, formuladores de políticas públicas e pesquisadores de todo o mundo.

Um dos princípios centrais da iniciativa é que o trabalho seja conduzido localmente e orientado por especialistas da própria região. Por meio de parcerias com universidades brasileiras, instituições de pesquisa, organizações locais de implementação, órgãos governamentais e proprietários de terras, o projeto assegura tanto a integridade científica quanto a participação equitativa dos envolvidos, fortalecendo a capacidade regional de produção de dados e a confiança institucional no longo prazo.

As parcerias brasileiras

A Dra. Deborah Faria, professora Plena do Departamento de Ciências Biológicas (DCB) e coordenadora do Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação (Leac) da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) é a coordenadora oficial do projeto no país, e afirma que “A iniciativa Open Carbon Data Project fortalece o conhecimento global sobre as florestas e o ciclo do carbono. Na Bahia, o projeto permitirá estimativas mais precisas dos estoques de carbono em remanescentes de Mata Atlântica e em sistemas agroflorestais de cacau, gerando benefícios para os produtores rurais. Ao reunir cientistas, comunidades e proprietários de terra, a iniciativa produz conhecimento alinhado às realidades locais e contribui para o desenvolvimento sustentável da região.”

O Dr. Daniel Piotto, professor da Universidade Federal do Sul da Bahia e docente do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade da Uesc e vice-líder da iniciativa no Brasil acrescenta: “A parceria com a Sylvera permitirá gerar estimativas robustas dos estoques de carbono na região sul da Bahia, além de promover o intercâmbio científico e a capacitação de pesquisadores da região nas metodologias mais avançadas de pesquisa voltadas ao carbono florestal.”

Sobre o Open Carbon Data Project

O Open Carbon Data Project é uma iniciativa que reúne diversos parceiros para criar o primeiro conjunto de dados de carbono florestal de acesso aberto e com qualidade de referência, inicialmente voltado para a Mata Atlântica brasileira. Combinando campanhas de campo com tecnologia avançada de sensores LiDAR em múltiplas escalas e sensoriamento remoto por satélite, o projeto busca melhorar a precisão, a acessibilidade e a credibilidade dos dados sobre carbono florestal. Com isso, pretende reduzir os custos e aumentar a confiança na participação no mercado de carbono por parte de desenvolvedores de projetos, certificadoras, investidores e formuladores de políticas públicas em todo o mundo.

Sobre a Sylvera

A Sylvera é a principal empresa de inteligência em carbono, fornecendo classificações independentes, dados de mercado e análises geoespaciais para incentivar investimentos em ações climáticas de impacto real. Utilizando dados proprietários, aprendizado de máquina e conhecimento técnico de campo, a empresa já avaliou mais de 700 projetos e oferece uma visão abrangente de mais de 27 mil projetos em todo o mundo. Reconhecida por empresas, investidores, desenvolvedores de projetos e formuladores de políticas públicas, a Sylvera conta com o apoio de importantes investidores, incluindo Balderton Capital, Index Ventures, Insight Partners e Salesforce Ventures.

Sobre a Fundação Rockefeller

Ao longo de seus 113 anos de atuação, a Fundação Rockefeller investiu cerca de US$ 30 bilhões para promover o bem-estar da humanidade. Trata-se de uma organização filantrópica pioneira, construída sobre parcerias inovadoras e soluções capazes de gerar resultados mensuráveis para pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo. A Fundação utiliza avanços científicos, inteligência artificial e novas tecnologias para realizar investimentos estratégicos nas áreas de energia, alimentação, saúde e finanças.

Para mais informações, assine a newsletter da Fundação em www.rockefellerfoundation.org/subscribe e acompanhe suas redes sociais no X (@RockefellerFdn), Instagram (@rockefellerfdn), YouTube (@RockefellerFdn) e LinkedIn (@the-rockefeller-foundation). Ascom.

Confira mais notícias

Nenhum comentário:

Mais de 80% das pastagens do Sul da Bahia podem ser convertidas em Sistemas Agroflorestais com cacau

Flávio acusa Dino de usar operação da PF para interferir nas eleições

Candidato afirmou que investigação sobre filme tem motivação política e negou irregularidades no financiamento da produção. Senador e candid...