segunda-feira, 7 de junho de 2010

Bamin enfatiza importância
da preservação ambiental

Com uma série de atividades direcionadas à conscientização ambiental, a Bahia Mineração (Bamin) marcou a passagem da Semana do Meio Ambiente em Ilhéus. A programação incluiu a apresentação de produtos concebidos pelas comunidades beneficiadas com o Projeto Transformar e um dia inteiramente dedicado a difundir a importância da preservação junto aos moradores do entorno da Lagoa Encantada.

Os produtos do Transformar foram expostos em um estande que ficou montado entre os dias 2 e 6 de junho, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, durante o II Festival do Chocolate. Frutas desidratadas, doces e artesanato feito com materiais recicláveis são alguns dos itens elaborados pelos alunos do projeto, gente que está aprendendo a utilizar os recursos naturais com criatividade e sustentabilidade, e garantir a própria sobrevivência sem agredir o meio ambiente.

No sábado, 5, Dia Mundial do Meio Ambiente, equipes da Bamin e voluntários promoveram uma ação de grande impacto na Lagoa Encantada. Houve a distribuição de cerca de mil mudas de pau-brasil e árvores frutíferas, realização de trilha ecológica com recolhimento de resíduos da mata e um trabalho de educação ambiental especialmente direcionado às crianças que vivem na região. Elas foram orientadas, por exemplo, a produzir brinquedos a partir de objetos reaproveitados, como garrafas-pet.

A programação mereceu elogios como o do pescador Deúde Neres Oliveira, o “Doutor”, de 45 anos, presidente da Associação de Moradores da Vila de Areias, que fica às margens da Lagoa. Ele lamentou o processo de degradação ambiental que a área vem sofrendo ao longo de décadas, causado pelo uso incorreto dos recursos naturais. “Infelizmente, a pesca predatória com o uso de arpões e redes está reduzindo a quantidade de peixes e a gente já teme que no futuro não dê mais para pescar aqui”, afirma. “Por isso, é importante conscientizar”, acrescenta.

Sustentabilidade – Outro que elogiou a iniciativa da Bamin foi o também pescador Ednaldo dos Santos, conhecido em Areias como “Fábio”, de 54 anos. Ele observou que muitas vezes alguns nativos agridem o meio ambiente por não ter outro meio de vida. “É preciso mudar algumas noções e oferecer oportunidade para as pessoas, para que elas possam conviver melhor com a natureza”, diz o pescador. Para ele, a chegada de novos empreendimentos na região e a consequente ampliação da oferta de trabalho apontam para uma perspectiva de crescimento com sustentabilidade na região.

Por:Ricardo Ribeiro
Foto Arquivo

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