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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Professor afirma: Mestrado e doutorado da Uesc especializam estudantes para o trato do cacaueiro



Estudantes que concluíram mestrado ou doutorado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) direcionaram pesquisa para o cacaueiro e as doenças que afetam a lavoura. A informação é do professor Ronan Xavier Corrêa que desde 2005, investiga a resistência do cacaueiro a doenças, com ênfase em podridão parda.

Engenheiro Agrônomo com doutorado em Genética e Melhoramento pela Universidade Federal de Viçosa, Ronan Xavier é professor da Uesc há mais de 20 anos e diz que os cursos de mestrado e doutorado dos programas de pós-graduação em “Genética e Biologia Molecular” e “Produção Vegetal” além de oferecem formação científica, incentiva os estudantes na área de pesquisa a partir das disciplinas de genética, estatística, biologia molecular, dentre outras. O professor também desenvolve pesquisa científica paralela.


”Essas estratégias de aprendizagem tornam o profissional capaz de ler e discutir artigos científicos de ponta e conduzir investigações sobre problemas reais que afetam os cultivos no campo” reforça o professor. Ele afirma ainda que o profissional “fica de frente com a fronteira do conhecimento científico e com a realidade pesquisada, ou seja, o conhecimento fresquinho que está sendo gerado naquele momento”.

Ronan Xavier diz que a curiosidade, aliada à inteligência, usada de forma organizada e eficiente, prepara o profissional para gerar soluções adequadas e inovadoras na sua vida profissional. Segundo ele, o mesmo procedimento é usado com os alunos dos cursos de graduação, oferecendo estágios, iniciação científica e trabalhos de conclusão de cursos.

“Aqueles que se identificam mais com a área já são iniciados na ciência, aprendendo técnicas, práticas e conteúdos teóricos, com treinamento realizado de forma integrada com os mestrandos e doutorando, de forma que esses últimos também aprendem, a medida em que auxiliam na iniciação científica dos alunos de graduação”.

Podridão parda
O despertar do professor para o estudo sobre doença do cacaueiro, segundo lembra, se deu ao chegar ao sul da Bahia, em 2000 quando a região enfrentava a vassoura de bruxa. Ele conta que a podridão parda também causava perdas da produção já que o fruto doente não serve para produzir chocolate. Após assisti palestras de Dra. Edna Dora Martins Newman Luz, pesquisadora da Ceplac e uma das maiores autoridades nos estudos sobre o patógeno que causa essa doença, ele propôs parceria científica.

“Assim, além de realizar a pesquisa, contribuímos também para formar profissional especializado para atuar em programas de combate a doença que causas prejuízos à região”, concluiu o professor.


Por: Rosi Barreto

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