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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

PROPINA EM DOMICÍLIO

CARTÃO VERMELHO
ODEBRECHT ENTREGOU PROPINA NA CASA DA MÃE DE JAQUES WAGNER, DIZ PF
DINHEIRO ROUBADO PARA EX-MINISTRO DE DILMA FOI ENTREGUE NO RIO
Publicado: 26 de fevereiro de 2018 às 15:01 - Atualizado às 15:31
DINHEIRO ROUBADO PARA EX-MINISTRO  DE DILMA FOI ENTREGUE NO RIO

Do - Diário do Poder -empreiteira Odebrecht entregou dinheiro na casa da mãe do ex-governador da Bahia Jaques Wagner, no Rio de Janeiro, segundo a delegada de Polícia Federal Luciana Matutino Caires, responsável pela Operação Cartão Vermelho, deflagrada nesta segunda-feira, 26.
O ex-ministro de Dilma Rousseff foi alvo de mandado de busca e apreensão da operação e teve sua residência e seu gabinete na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo do Estado vasculhados. A PF suspeita que Jaques Wagner tenha levado R$ 82 milhões de valores desviados das obras do estádio Arena Fonte Nova.
“A maioria das vezes em espécie, entregues através de um representante da empresa da Odebrecht, o sr Claudio Mello Filho. Através de prepostos, não era o sr Jaques Wagner que recebia de forma direta. A exceção da entrega que foi feita na casa da mãe do sr Jaques Wagner, no Rio de Janeiro”, afirmou a delegada.

WAGNER COM A CHEFE DILMA.
Segundo o superintendente Daniel Justo Madruga, da PF na Bahia, a entrega do dinheiro na casa da mãe do ex-governador ocorreu porque ‘os doleiros aqui em Salvador não teriam capacidade de entregar tal quantia e por isso teria sido feito um pagamento no Rio de Janeiro’.
“Os demais pagamentos foram feitos através desses intermediários e a maior parte através de doações de campanha. Isso conforme as delações e alguns outros elementos de prova que temos nos autos”, afirmou.
Jaques Wagner governou o Estado entre 2007 e 2014. A investigação mira irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão do estádio da Copa 2014. A Polícia Federal identificou que ‘a licitação que culminou com a Parceria Público Privada nº 02/2010 foi direcionada para beneficiar o consórcio Fonte Nova Participações – FNP, formado pelas empresas Odebrecht e OAS’.
“Em razão das delações da Odebrecht e de material apreendido na OAS, nós verificamos que de fato o então governador recebeu uma boa parte do valor desviado do superfaturamento para pagamento de campanha eleitoral e de propina. Havia dois intermediários, seja pela OAS seja pela Odebrecht que também foram alvo de busca nesta data. Um destes intermediários é o atual secretário da Casal Civil do Governo do Estado da Bahia e outro é o empresário muito próximo do então governador e também foi alvo de busca nesta data”, afirmou a delegada.

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