quinta-feira, 6 de julho de 2017

DE CABEÇA RASPADA NA PAPUDA, GEDDEL DIZ QUE FEZ DEZ LIGAÇÕES PARA A ESPOSA DE LÚCIO FUNARO

OPERAÇÃO CUI BONO
GEDDEL RELATA QUE FEZ MAIS DE DEZ LIGAÇÕES PARA ESPOSA DE LÚCIO FUNARO
DE CABEÇA RASPADA NA PAPUDA, ELE GARANTE QUE NADA OBSTRUIU
ASEMPRE, SEGUNDO O PEEMEDEBISTA, O TEOR ERA O MESMO: “ISSO: ‘COMO VAI? TUDO BEM?’ ELA ME LIGAVA” FOTO: CAPTURADA YOUTUBE
Do - Diário do Poder - O ex-ministro nos governos Dilma e Temer, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), prestou depoimento já com a cabeça raspada no presídio da Papuda e repudiou, "com veemência", as suspeitas da Procuradoria de que pressionou investigados ou tentou embaraçar a Justiça, durante audiência de custódia de sua prisão, realizada nesta quinta-feira, 6. O encarceramento do peemedebista foi decretado pelo juiz federal Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara de Brasília, no âmbito da Operação ‘Cui Bono?’.

Ele é acusado de atrapalhar investigações e de tentar evitar que Eduardo Cunha, condenado a 15 anos na Lava Jato, e o doleiro Lúcio Funaro façam delação premiada.
Funaro está preso na Papuda, em Brasília, desde 1 de julho de 2016, quando foi alvo da Operação Sépsis. Por meio de seu advogado, Bruno Espiñeira, o aliado de Eduardo Cunha fez chegar à PF ‘impressos de ligações’ recebidas por Raquel via WhatsApp. As ligações foram feitas por um certo "Carainho", que, segundo os investigadores, é Geddel.
“Acabei de dizer que nesta ligação se tratou exatamente: ‘como vai você?’, porque é o mínimo. ‘Sua família está bem?’ Não se tratou de marido dela, de esposo dela, nada disso”, afirmou Geddel.
Questionado a respeito de quantas ligações fez a Raquel Pitta, esposa de Funaro, o ex-ministro relatou que conversou com ela ‘mais de dez vezes’. Sempre, segundo o peemedebista, o teor era o mesmo: “Isso: ‘Como vai? Tudo bem?’ Ela me ligava”.
Funaro é citado nas delações da J&F como recebedor de um mensalinho de R$400 mil para ficar em silêncio na cadeia. Sua irmã, Roberta, foi flagrada pegando uma mala com este exato valor do diretor de Relações Institucionais da hold, Ricardo Saud e acabou presa, no âmbito da Operação Patmos, no último dia 18 de maio. A detenção de sua familiar pesou na decisão do doleiro de abrir o jogo e assumir crimes em depoimento à Polícia Federal. Ele negocia delação premiada e, em sua última à PF, citou, além de Geddel, o presidente Michel Temer.

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