segunda-feira, 26 de junho de 2017

PGR DENUNCIA TEMER AO SUPREMO

CORRUPÇÃO PASSIVA
PGR DENUNCIA TEMER AO SUPREMO POR CRIME DE CORRUPÇÃO PASSIVA
DENÚNCIA DE JANOT A FACHIN É BASEADA NA DELAÇÃO DE JOESLEY
Publicado: 26 de junho de 2017 às 20:12 - Atualizado às 20:28


CABERÁ AO MINISTRO EDSON FACHIN DECIDIR SOBRE O ENCAMINHAMENTO DA DENÚNCIA DA PGR. (FOTO: LULA MARQUES)
Do - Diário do Poder - A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (26) a primeira denúncia contra o presidente Michel Temer e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) por crime de corrupção passiva.
Com a denúncia, Rodrigo Janot formalizou a acusação contra Temer, que somente será julgada pelo STF se Câmara dos Deputados autorizar.
Com base na delação de Joesley Batiusta, dono da J&F/JBS, a PGR alega que em abril último o ex-deputado e ex-assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi filmado, saindo de um restaurante em São Paulo, com uma mala contendo R$ 500 mil.

Segundo entendimento da PGR, o dinheiro destinava-se a Michel Temer e era parte de propina paga pela JBS para ser favorecida, por influência do governo, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), num processo para reduzir preço do gás fornecido pela Petrobras a uma termelétrica da empresa.
Para Janot, a ligação de Rocha Loures com Michel Temer foi atestada numa conversa gravada, em março, na qual o presidente indica o ex-deputado como pessoa de sua "mais estrita confiança" para um dos donos da JBS, Joesley Batista, tratar problemas enfrentados pela empresa no governo.
Em sua defesa, Temer diz que "simplesmente ouviu" reclamações do empresário, sem conceder benesses do governo para ajudá-lo. O presidente tem negado todas as acusações dos delatores e afirmado que não renunciará ao mandato.
Como o alvo é o presidente da República, a Câmara tem que autorizar, por votos de dois terços dos deputados (342), a análise da denúncia pelos ministros do Supremo. Se a Câmara não autorizar, o STF fica impedido de agir e o caso fica parado. A Justiça só poderá voltar a analisar as acusações depois que Temer deixar a Presidência.

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