quarta-feira, 14 de junho de 2017

Jornalista Jorge Bastos Moreno morre aos 63 anos


Jornalista Jorge Bastos Moreno morre aos 63 anos no Rio

Repórter e colunista do jornal ‘O Globo’, Moreno faleceu à 1h desta quarta-feira por causa de um edema agudo de pulmão

jornalista Jorge Bastos Moreno, repórter e colunista político do jornal O Globo, morreu na madrugada desta quarta-feira, aos 63 anos, no Rio de Janeiro. Segundo O Globo, onde trabalhou por 35 anos, ele sofreu um edema agudo de pulmão, decorrente de complicações cardiovasculares, por volta da 1h.
Moreno foi o primeiro jornalista a noticiar a escolha do general João Batista Figueiredo como sucessor do também general Ernesto Geisel na Presidência da República, quando ainda era repórter do Jornal de Brasília.

Ele também teve papel importante com a publicação de informações em 1992 que levaram ao impeachment do então presidente Fernando Collor. Conquistou o Prêmio Esso de Informação Econômica de 1999 com a notícia da queda do então presidente do Banco Central, Gustavo Franco. Desde o fim da década de 90, mantinha uma coluna política em O Globo e, desde março deste ano, apresentava um programa de entrevistas na rádio CBN.
Em nota oficial, o presidente Michel Temer (PMDB) lamentou a morte de Bastos Moreno, a quem julgava “um amigo”. “O jornalismo brasileiro perdeu uma de suas maiores referências. Arguto observador, irônico com maestria, crítico ferino, insistente apurador de fatos e bastidores, Moreno construiu uma das carreiras mais brilhantes e respeitadas nas redações do país”, escreveu o presidente.
Durante uma entrevista à GloboNews, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também se disse um amigo do jornalista. A coluna “Nhenhenhém”, que consagrou Jorge Bastos Moreno, ganhou esse nome por conta de uma frase de FHC, que definiu assim a preocupação da imprensa com temas que considerava menos importantes. Em um misto de homenagem e ironia, Moreno escolheu o termo do então presidente para nomear o espaço que estreara em O Globo.
Pelas redes sociais, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) também escreveram mensagens de luto, assim como diversos jornalistas, partidos e políticos.

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