DIGNIDADE

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Rui Barbosa


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domingo, 18 de junho de 2017

Aliados querem salvar a pele de Temer

Aliados querem esvaziar a Câmara para salvar Michel Temer, diz jornal.


Procuradoria-Geral da República deve apresentar nos próximos dias acusação contra o presidente Michel Temer (Foto: reprodução/Facebook)
Procuradoria-Geral da República deve apresentar nos próximos dias acusação contra o presidente Michel Temer (Foto: reprodução/Facebook)
Um dos planos traçados por aliados de Michel Temer para mantê-lo no cargo consiste no esvaziamento da sessão da Câmara dos Deputados que irá analisar a denúncia criminal contra o presidente. A Procuradoria-Geral da República deve apresentar nos próximos dias a acusação formal contra o peemedebista em decorrência da delação dos executivos da JBS, segundo informa neste domingo (18) o jornal Folha de São Paulo, em reportagem de Ranier Dragon.
A Constituição estabelece que essa denúncia só pode ser transformada em processo no Supremo Tribunal Federal
– com o consequente afastamento do presidente caso haja aprovação pelo plenário da Câmara, com o voto de pelo menos 342 de seus 513 integrantes.
Ou seja, Temer necessita ter ao menos 172 deputados ao seu lado, mas não necessariamente do voto desses parlamentares – a rigor, não precisa de nenhum.
É o lado contrário que tem a obrigação de reunir 342.
A votação da análise da denúncia se dará por meio de chamada nominal de cada um dos deputados, que irão declarar seus votos em um dos microfones do plenário. Após a primeira rodada, a tradição manda que haja uma segunda chamada dos faltosos, mas isso não é obrigatório. As regras serão definidas pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos principais aliados de Temer.

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