quarta-feira, 17 de maio de 2017

TEMER E CUNHA TINHAM SEGREDOS

O GLOBO
CUNHA LEVOU R$ 5 MILHÕES DEPOIS DE PRESO E TINHA MESADA PARA FICAR CALADO
JBS REVELA QUE AINDA DEVIA R$ 20 MILHÕES POR APROVAÇÃO DE LEI
Publicado: 17 de maio de 2017 às 21:06
Do - Diário do Poder - o empresário Joesley Batista, dono da JBS, gravou diálogo com o presidente Michel Temer onde explica que estava pagando mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro para que ambos não revelassem "segredos de dezenas de casos escabrosos", diz reportagem do O Globo.
De acordo com a matéria, Temer teria se mostrado satisfeito e disse: "Tem que manter isso, viu?".
Em seguida, Joesley teria dito que precisava "resolver" uma pendência da J&F no governo e Temer indicou o assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures. Segundo o jornal, Joesley perguntou se poderia falar de tudo com Loures e Temer confirmou. "Tudo", disse o presidente.
De acordo com o texto, em delação negociada junto à Procuradoria-Geral da República, Joesley teria confirmado que pagou R$ 5 milhões a Cunha após a sua prisão como saldo de propina pela atuação na Câmara e que Cunha ainda tinha R$ 20 milhões a receber "pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango".
O GLOBO
JORNAL AFIRMA QUE AÉCIO NEVES PEDIU R$ 2 MILHÕES A DONO DA JBS
PF FILMOU AS ENTREGAS DO DINHEIRO E ENVIOU OS DOCUMENTOS AO STF
Publicado: 17 de maio de 2017 às 20:38 - Atualizado às 20:41
PF FILMOU AS ENTREGAS DO DINHEIRO E ENVIOU OS DOCUMENTOS AO STF

O senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG) foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, dono do grupo JBS, para pagar despesas com a defesa no âmbito da Lava Jato, diz reportagem do jornal O Globo. A conversa de cerca de meia hora foi gravada por Joesley e o áudio entregue à Procuradoria-Geral da República.
De acordo com o jornal, Aécio e o empresário se encontraram em São Paulo, em março, quando Joesley questionou como seria a transação. "Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar, mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança", disse Joesley.
Após ouvir a sugestão, Aécio indicou o primo Frederico Pacheco de Medeiros. "Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho", disse o senador, segundo O Globo.
A reportagem afirma que a PF rastreou o dinheiro por meio de chip e dos números de série das notas, filmou as entregas e o destino do dinheiro foi uma empresa de publicidade do também senador tucano Zezé Perrella (MG).

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