DIGNIDADE

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Rui Barbosa


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terça-feira, 7 de março de 2017

ODEBRECHT PAGOU R$ 21 MILHÕES A PROS, PCDOB E PRB

APOIO À REELEIÇÃO
ODEBRECHT PAGOU R$ 21 MILHÕES A PROS, PCDOB E PRB, DIZ DELATOR AO TSE
SEGUNDO ALEXANDRINO ALENCAR, GRANA FOI POR APOIO À CHAPA DILMA-TEMER
Publicado: 07 de março de 2017 às 13:05 - Atualizado às 13:05
PAGAMENTOS TERIAM SIDO REALIZADOS COM A INTERMEDIAÇÃO DO ENTÃO TESOUREIRO DA CAMPANHA DE DILMA, O EX-MINISTRO EDINHO SILVA (FOTO: REPRODUÇÃO)
Do - Diário do Poder - O ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite de segunda-feira, 6, que a empreiteira pagou um total de R$ 21 milhões ao PROS, PCdoB e PRB. Cada um levou R$ 7 milhões, segundo o delator, para apoiar a chapa presidencial de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) em 2014.
Esses pagamentos teriam sido realizados com a intermediação do então tesoureiro da campanha de Dilma, o ex-ministro Edinho Silva, via caixa 2. Com o pagamento milionário aos partidos, a chapa Dilma-Temer teria obtido a adesão de mais siglas à coligação que saiu vitoriosa naquelas eleições, além de garantir mais tempo de propaganda na televisão.
O PROS afirmou que todas as doações recebidas pela legenda nas eleições de 2014 "foram devidamente declaradas para a Justiça Eleitoral". O PRB negou "veementemente que tenha recebido qualquer dinheiro proveniente de caixa 2 da empresa Odebrecht" e afirmou que "em nenhuma circunstância qualquer membro do partido foi autorizado a receber recursos desta natureza". O PCdoB, por sua vez, comunicou que "não irá se pronunciar enquanto não tiver informações de fontes oficiais sobre o assunto".
A defesa do presidente Temer disse que "somente após o término das oitivas será possível avaliá-las adequadamente, uma vez verificadas inúmeras contradições nas versões das testemunhas-colaboradoras".
A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff ainda não se pronunciou, mas já afirmou que "todas as doações às campanhas de Dilma Rousseff foram feitas de acordo com a legislação, tendo as duas prestações de contas sido aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral".
O ex-ministro Edinho Silva tem afirmado, em relação às acusações de uso de caixa 2 pela campanha petista de 2014, que os conteúdos das delações que sustentam essa hipótese são "absurdos" e que há uma tentativa de "criminalizar a campanha de Dilma Rousseff".
A ação que pode levar à cassação do mandato de Temer apura se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014.
O TSE ouviu na segunda-feira, 6, três delatores da Odebrecht no edifício-sede da corte eleitoral, em Brasília. Marcelo Odebrecht e outros delatores depuseram na semana passada.
Segundo fontes que acompanham as investigações, esses novos depoimentos complicam a vida de Temer, já que o maior tempo de propaganda eleitoral teria beneficiado a chapa como um todo, independentemente do envolvimento ou não do então vice-presidente nas negociações de apoio político. 

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