DIGNIDADE

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Rui Barbosa


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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

ORLANDO CARDOSO COMPLETA 56 ANOS DE RADIO EM ITABUNA

Os nossos parabéns vão hoje para o ícone do radio de Itabuna, Orlando Cardoso Melo que ingressou no radio em 26 de fevereiro de 1962. Passando por todas as emissoras de radio de Itabuna e todos os seus setores, inclusive, narrador esportivo, sendo considerado um dos melhores do estado, conforme declarações, na época, de Yêdo Torres Nogueira, Raimundo Osório Couto Galvão e Edson Almeida, um dos maiores comentaristas  do país, Orlando Cardoso é no momento a maior audiência do radio regional. Apresenta ao lado de sua colega Silmara Souza o programa "640”, com muitas variedades, opinião e informações. através dos microfones da Rádio Difusora Sul da Bahia. 

O comunicador que é um dos mais premiados, por sua ética e postura, vem recebendo centenas de homenagens de colegas, ouvintes e amigos.  Veja mais sobre o grande comunicador entrevista que ele nos concedeu alguns anos atrás (2009) em sua residencia, localizada no Bairro da Conceição, Itabuna.     

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Orlando Cardoso exclusivo
Orlando Cardoso 48 anos de ética (Hoje 56)
Considerado como um dos homens de comunicação mais referenciados e respeitados por sua sinceridade, trabalho e ética, dentro da sua profissão, o radialista Orlando Cardoso Melo nasceu em Itabuna em 25 de Agosto de 1942, filho de Odon Ferreira Melo e Helena Cardoso Melo, que chegaram a nossa região nos anos 40, quando nasceu o grande comunicador. 


Origem da família
Orlando Cardoso é filho, do meio, de uma prole de oito irmãos, entre eles, Osvaldo Cardoso que foi um grande seresteiro, já falecido. Filho de pai alagoano e mãe sergipana, seu pai em Itabuna foi guarda municipal e pequeno comerciante de secos e molhados, proprietário de uma “vendinha”.

Orlando em Una
Mais tarde, Orlando ainda criança, não dando certo em Itabuna o seu pai transferiu sua família para uma rocinha na cidade de Una, onde moraram por pouco tempo.

Residência em IlhéusEm seguida, seus pais resolveram morar em Ilhéus de onde retornaram a Aracajú e depois novamente a Itabuna, desta vez, fixaram residência na “Fazenda Amaralina”, rodovia Itabuna/Itajuípe, numa região denominada “Boqueirão”.

Primeira Escola
Neste local, pertencente a Napoleão Fernandez (Dono da antiga Padaria Aurora, em Itabuna, depois passando para o seu filho na Rua Ruffo Galvão, centro); (...) Lembro-me que o ano era 1951, local também onde iniciei meus estudos numa escolinha da fazenda. Minha professora era uma mulher muito bonita e maravilhosa que se chamava Alzira Paim (...), ressalta Orlando, com muito orgulho.

Ingresso no rádioOrlando Cardoso com muita gratidão disse que ingressou no rádio, numa pequena passagem, antes pela antiga Rádio Clube (hoje Nacional) graças ao convite do radialista Geisil Sampaio “um dos mais que me incentivaram e depois ao saudoso Cristóvão Colombo Crispim de Carvalho”.

Ingresso na Difusora
Mais tarde, em 26 de Fevereiro de 1961, convidado pela direção da Rádio Difusora Sul da Bahia, ingressou como narrador esportivo, naquela emissora, onde permanece há 48 anos, até os dias de hoje, com o programa “Panorama 640” com um trabalho voltado para informar, opinar e o social que é reconhecido por toda sociedade da região do cacau.

Passagem pela Jornal
Dentro desses 48 anos de comunicação, Orlando Cardoso também teve uma breve passagem pelos microfones da rádio Jornal de Itabuna, a convite do então diretor, radialista e jornalista Waldeny Andrade, isso, sem deixar a Difusora.
Agradecimentos
Faz também agradecimentos especiais, extensivos a todos os demais, ao Capitão Paulo José dos Santos, Romilton Teles dos Santos, e Lourival Ferreira, hoje desembargador, além de Hercílio Nunes e Raimundo Galvão, já falecidos.

Primeiros empregos
Antes de ingressar no rádio Orlando Cardoso trabalhou “No Camiseiro” loja de etiqueta que pertencia ao empresário Odorico Manezes, pai do publicitário Gerson Menezes, quando foi convidado a prestar serviços como vendedor na loja “Os Gonçalves” que na época, estrategicamente, instalada na Avenida do cinqüentenário era a grande coqueluche da sociedade regional.

Conheceu sua nova companheiraFoi neste local que o radialista ganhou popularidade e conheceu sua colega Josélia, que mais tarde passou a ser a sua companheira do seu segundo casamento. União que gerou mais duas filhas (sendo uma adotiva) além das duas do primeiro casamento, que já lhe renderam quatro netos.

Na políticaQuestionado qual o conselho que daria ao vereador, disse que não tem conselho a dá; “pois fui vereador por duas gestões e não gostei da experiência; mas vocês da imprensa quando se referem a mim, ressaltam a minha honestidade, de quando fui vereador; digo sempre que honestidade não merece aplausos; Ser honesto é obrigação; O vereador está apenas cumprindo sua obrigação, o seu dever... Ninguém nasceu para ser desonesto, ladrão, bandido; O homem nasceu para ser a imagem e a semelhança de Deus; Então deve ser correto... mesmo tendo nossos pecados, nossas falhas, os nossos tropeços... é, realmente, o que eu sou na vida... dentro da Câmara de Vereadores, graças a Deus nunca negociei um voto; Tive propostas, tive ofertas, mas refutei todas elas... E tenho orgulho em dizer, se hoje, alguém tiver comprado Orlando Cardoso, ou dizer, como vereador, mesmo com um saquinho de pipocas, pode declarar que eu tornarei público dentro de meu programa”!

Conselho aos colegas do rádio“É precaução! Eu estou vendo hoje a culpa maior de quem dirige o rádio, e não de quem faz o rádio: Porque antigamente havia uma certa dificuldade, um certo cuidado dos diretores e proprietários de rádio para que os profissionais tivessem acesso ao microfone; Tinha um teste, treinamento técnico... depois um teste no ar, com o diretor observando e corrigindo as falhas... Havia uma preocupação maior com o ouvinte. Hoje o rádio AM, está sendo vendido como tecido em feira de retalho. Quem compra um horário, sendo radialista ou não, vai para o microfone “se sente dono” do horário e também da opinião; Ai o que vemos hoje, meninos! Digo meninos... porque vieram muito depois de mim. Dando murro na mesa... a partir dai agridem, ao invés de criticar, a participação do homem público. Partem para atingir a dignidade da pessoa e do cidadão, a sua família; Tratam o homem publico como moleque... me desculpe a expressado! De: descarados, safados... Gostaria de dizer se isso dá audiência... pensam que dá... não é verdade! Pode até ter alguém ouvindo, mesmos esses... não estão aplaudindo... Se para tiver audiência tivesse que xingar... eu não teria audiência. Eu tenho impressão que eu tenho audiência... mas não tenho esse costume de xingar ninguém. Quando ouço alguém dizer eu tenho orgulho de ter 70 processos... Eu tenho orgulho de dizer, eu nunca fui processado, nesses 48 anos de rádio” protesta, o experiente radialista.

Sindicato dos RadialistasContando uma história quando deixou o microfone em pleno ar, da Rádio Difusora numa transmissão esportiva, envolvendo o saudoso diretor Hercílio Nunes e parando em “Tico-Tico” para tomar algumas “batidas” com o saudoso repórter Lima Galo, o radialista Orlando Cardoso extensivamente todas as homenagens recebidas ao longo de sua carreira, faz um agradecimento especial e penhorado aos seus colegas radialistas, através do presidente do Sindicato, Frankvaldo Lima que deu o seu nome a sede daquela entidade; “A maior homenagem, considerada por até hoje” diz Orlando.
Entrevista exclusiva concedida a editor desse blog

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