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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

PSICÓLOGA AFIRMA QUE CASOS DE AUTISMO TEM SIDO RECORRENTES NA APAE DE ILHÉUS

Dos 175 alunos matriculados na instituição, 15 são portadores de autismo

Houve um aumento na procura de pais de pessoas portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Ilhéus. A instituição, que conta com uma equipe multidisciplinar, formada por Psicóloga, Psicopedagoga e Assistente Social, realiza uma triagem para o encaminhamento educacional.

Para se ter uma ideia, de cada cem crianças, uma é autista, segundo revelam pesquisas. O fato é que grande parte da sociedade, muitas vezes não conhece ou até nunca parou para buscar conhecer sobre os autistas. Quem traz informações importantes sobre o autismo, é a Psicóloga voluntária da Apae de Ilhéus, que atua na instituição desde 2014, Edna Lúcia Queiroz. Ela destaca a importância da orientação e acompanhamento das pessoas que convivem com o autista, seja o professor, familiares, ou o cuidador.


“Em alguns casos de autismo, e, muitas vezes na infância, a comunicação do autista é algo muito difícil para ele, para a família e o meio onde ele possa estar. Por exemplo, quando uma criança autista, em alguns casos, fica irritada ou tem uma crise, é porque ela quer alguma coisa, como beber água, comer, porque está com sono ou cansada”, explica a Psicóloga Edna, com 18 anos de atuação profissional, formada pela Universidade São Marcos-SP, especializada em Psicopedagogia pelo Instituto Pieron-SP e Acompanhamento Terapêutico pelo Instituto de Psicanalise Habitat.

Comunicar o próprio desejo é muito conflitante para a pessoa autista, explica. Estudos mostram que a ocorrência do autismo decorre de questões genéticas, do meio, sociais e psicoemocionais. Diferentes síndromes que englobam o autismo, são caracterizadas por perturbações do desenvolvimento neurológico, possui traços como dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

“Nestes casos, a Psicologia orienta à pessoa ir nomeando para a criança o sentimento ou o que ela esteja querendo. Exemplo: ‘Ah filho, será que você quer água?  A mamãe acha que você está cansado. Venha, vou colocar você para descansar’”, orienta a Psicóloga Edna, que destaca o ato de observar a reação da criança e de atendê-la na medida em que ela vai respondendo.

“Não podemos ter a ideia fechada e rígida de que o autista não possa se comunicar. Assim como o autista não é um coitadinho.  Ele tem que estar dentro das regras do comportamento do nosso mundo, porque é o mundo que ele vai viver na medida do possível e do crescimento. Os vínculos são muito importantes”, afirmou. Fazer todas as vontades do autista não é o caminho correto, mas sim educá-lo, explica a Psicóloga Edna Lúcia, que possui experiência na Escola Trilha, referência em educação especial em São Paulo.

“Para alguns tipos de autista, o que está fora da rotina dele ou de um padrão pré-estabelecido por ele, pode ser demasiadamente angustiante, gerando uma crise”, comentou a voluntária, sobre a mudança de ambiente e rotina, ou acontecimentos repentinos, que mexem com o autista de uma forma conflitante.

“Na medida do possível, estar com o autista em parques, praias, festas e visitas a parentes, são momentos importantes, para esta criança estar no convívio social. O autista pode vir sim a ter uma vida dentro da normalidade. Ter um trabalho, ser independente e relacionar-se afetivamente”, finalizou a Psicóloga Edna Lúcia.


Por

Anna de Oliveira

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