DIGNIDADE

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Rui Barbosa


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sábado, 16 de julho de 2016

DEZENOVE ANOS DA MORTE DE TELMO PADILHA

Telmo Padilha, saudades!
O poeta Telmo Padilha, do "Voo Absoluto" , "O Menino e o Rio", entre  muitos outros títulos de livros de poesias, Livros. esses, que foram traduzidos para mais de 40  línguas diferentes. No dia de hoje (16 de Julho de 1997), está completando 19 anos do seu trágico acidente automobilístico, entre Itabuna e Buerarema, o que lhe levou a morte, quando pilotava o seu automóvel Monza.

Grande nome de nossa cidade, grande nome da nossa literatura, fundou vários jornais, em Itabuna, entre eles, a Tribuna do Cacau. Era advogado e foi funcionário publico federal, prestando os seus serviços à CEPLAC. Criou  também  o PACCE-Projeto, esse, que editou vários livros de poetas regionais e Incentivou nossa cultura. 

Telmo Padilha também incentivou a criação do Clube do Poeta Sul da Bahia, sendo um dos seus sócios  fundadores. Merece uma grande homenagem de Itabuna; um reconhecimento que ainda não veio! pelo manos um nome de rua ou de praça!

Veja mostra de sua poesia:



ITABUNA


Se não há montanhas,
como escalá-las?
Se não há florestas,
Com embrenhar-me
em sombras
que não estas?
Se não há o mar,
como falar de águas
e horizontes?

Sou o cantor
desta planície
e me abismo
em mim,
e desço aos outros
de mim,
e sofro os outros
de mim.


                        INFÂNCIA
                               fartura. Nem tanto
mais que uma fazenda
com seus pastos, seus animais,
o engenho antigo, o rio
correndo entre pedras,
tímido sob as grandes
árvores,
água.
A noite desenhava
úmidas assombrações.
O vento no rosto
do menino cavalgava
mais que seu cavalo.
A vida tinha seu cheiro
de eternidade, exato
e puro.
A morte era um fato
natural, quase geométrico
na ignorância da tarde.

RIMA

A palavra amor
já não rima com flor:
outra é sua correspondente
na escala do som,
na escala do ritmo.
Pode-se combiná-la
com calor, noutro plano;
ou com identidade,
aquela que mente
à outra verdade.
Com cal e giz
a escrevemos
no poema
antes que apague.


RIMA

La palabra amor
ya no rima con flor:
es otra su correspondiente
en la escala del son,
en la escala del ritimo
puede combinarse
con calor, en otro sentido;
o con identidad,
aquella que miente
la otra verdad.
Con cal y tiza
la escribimos
en el poema
antes de que se apague.


INFANCIA

Hartura. No mas
que una hacienda
con sus pastos, sus animales,
la antigua factoría, el rio
corriendo entre las piedras,
tímido bajo los grandes
árboles,
agua.
La noche dibujaba
asombraciones húmedas.
El viento en el rostro
Del niño cabalgaba
más aún que su caballo.
La vida tênia olor
de eternidad, exacto
y puro.
La muerte era um hecho
natural, casi geométrico,
en la ignorância de la tarde.

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