sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Debates e apresentações culturais marcam a Semana da Consciência Negra de Ilhéus

Clique para obter OpçõesA programação contou com diversas apresentações culturais, oficinas, intervenção com a Biblioteca Itinerante e rodas de diálogo que contou com a presença de Arany Santana e Vovô do Ilê

A série de eventos na Semana da Consciência Negra, em Ilhéus, teve início no dia 17, na terça-feira, e se estendeu até esta sexta-feira, 20. Com atividades concentradas na Biblioteca Pública Municipal Adonias Filho, a programação contou com diversas apresentações culturais, oficinas, intervenção com a Biblioteca Itinerante e rodas de diálogo que contou com a presença de Arany Santana e Vovô do Ilê. A iniciativa é da Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

No evento de abertura, terça-feira, dia 17, Bloco Afro Iorubá apresentou uma coreografia com a sua percussão. Em seguida, o secretário de Cultura lançou a edição 3/2015 da Revista Boca de Cena, produzida pelo Oco Teatro Laboratório, dedicada ao teatro negro na Bahia. De acordo com o prefeito Jabes Ribeiro, essas manifestações reforçam o objetivo do poder público de fomentar debates e atividades que busquem desconstruir preconceitos e somar esforços para uma sociedade mais humana.
Na tarde da quarta-feira, dia 18, na Biblioteca Pública Municipal Adonias Filho, Preta Ashanti e Dani Jêje, da Casa do Boneco de Itacaré, ministraram a Oficina de Turbantes. Durante a oficina, os alunos e alunas puderam aprender diversas técnicas de amarração para turbantes e torços. Em paralelo, foi realizada a Oficina de Percussão ministrada por Bira Monteiro, músico percussionista da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), que contou com a participação de vários músicos e percussionistas dos blocos afros de Ilhéus.
Já na quarta à noite, houve a doação de livros e revistas do Ilê Ayê para a Biblioteca Pública. Logo depois, a roda de conversa “Meu cabelo, minha identidade” contou com a presença de Vovô do Ilê e de Arany Santana, Diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), que emocionou e levou o público discutir e refletir acerca da importância de assumir a estética negra como um ato de afirmação identitária em meio à sociedade que ainda perpetua o racismo.
Na tarde de quinta-feira, dia 19, foi realizada a roda de conversa “Mídia e racismo”, com a presença de Andressa Santos, produtora da Rádio UESC e Islânia Ribeiro, assesora de comunicação da Maramata, para debater a representatividade do negro nos diversos meios de comunicação do país. Em seguida, a professora da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), Roquidelia Santos, ministrou a Oficina de Dança Afro, que contou com expressiva participação dos dançarinos dos blocos afros de Ilhéus.
Encerrando a programação, na sexta-feira, dia 20, foi realizado café da manhã no Alto do Basílio, no início da Avenida Palmares, com a presença de moradores, líderes locais, do vereador Raimundo do Basílio e de grupos afro culturais. Já na Biblioteca Pública, às 09:30h, aconteceu o lançamento do livro “Capoeira e criança: desafios e perspectivas na formação humana” do professor Jean Adriano Barros da Silva. Logo depois, a psicóloga Patrícia Mascarenhas palestrou sobre “A criança na capoeira”. O evento contou com a presença de diversos grupos de capoeira da região.
Durante à tarde, foi realizada a exibição do curta “Bóia Fria” de Sandoval Dourado. Em seguida, a roda de conversa “Violência doméstica contra a mulher negra”, com a de presença de Carla Magalhães, assessora de comunicação da Associação de Afrodensenvolvimento Casa do Boneco de Itacaré e do Coletivo LGBT Flores Astrais e de Natália Santos, graduanda em história na UESC e militante do Levante Popular da Juventude. Finalizando a programação, aconteceram apresentações com os blocos afros Dilazenze, Guerreiros de Zulu, Zambi-Axé, Mini Congo, Iorubá e convidados.
 Da Secretaria de Comunicação Social

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