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sexta-feira, 19 de junho de 2015

MP pede informações a Lula sobre viagens pagas pela Odebrecht

 As suspeitas da procuradora da República Mirella de Carvalho Aguiar são de que o ex-presidente Lula, entre 2011 e 2014, tenha praticado tráfico de influência em favor da empresa. (Foto: Reprodução/Veja)
As suspeitas da procuradora da República Mirella de Carvalho Aguiar são de que o ex-presidente Lula, entre 2011 e 2014, tenha praticado tráfico de influência em favor da empresa. (Foto: Reprodução/Veja)
A Procuradoria da República do Distrito Federal cobrou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esclarecimentos sobre a relação dele com a construtora Odebrecht e determinou que o petista explique viagens que fez, pagas pela empreiteira, para países da América Latina e da África. As suspeitas da procuradora da República Mirella de Carvalho Aguiar são de que o petista, entre 2011 e 2014, tenha praticado tráfico de influência em favor da empresa.

Para o MP, é preciso apurar ainda a atuação de Lula na concessão de empréstimos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o contexto em que o petista viajou, às custas de empresas, para negociar contratos.

Reportagem da revista VEJA de 28 de fevereiro deste ano revelou que Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho de Lula, ganhou contratos de obras após o ex-presidente Lula ter viajado, com dinheiro da Odebrecht, para negociar transações para a empreiteira. Em 2012, por exemplo, a Exergia Brasil, de Taiguara, foi contratada pela Odebrecht para trabalhar na obra de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe, em Angola. O acerto entre as partes foi formalizado no mesmo ano em que a Odebrecht conseguiu no BNDES um financiamento para realizar esse projeto na África. Taiguara é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, conhecido como Lambari, amigo de Lula na juventude e irmão da primeira mulher do ex-presidente. Funcionários do governo e executivos de empreiteiras costumam identificá-lo como "o sobrinho do Lula".

A procuradoria deu prazo de 15 dias para que Lula se explique. Mas o Ministério Público quer saber também a versão da Odebrecht, empresa citada por delatores da Operação Lava Jato como um das integrantes do Clube do Bilhão, cartel de construtoras que fraudava obras na Petrobras e distribuía propina a políticos. (Laryssa Borges/Veja Online)

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