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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Homenagens marcaram a abertura do Centenário de Adonias Filho em Itajuípe

A vida e a obra do escritor itajuipense, Adonias Aguiar Filho foi apresentada na noite desta quarta-feira, 20, em Itajuípe, e marcou oficialmente o início das comemorações do centenário do filho mais ilustre da cidade. Até o dia 27 de novembro, data do nascimento do escritor, diversas atividades literárias serão realizadas no município e na região, com o objetivo de incentivar a disseminação da obra.
Uma Mesa de Debate, composta por escritores e professores da Academia de Letras de Itabuna - Alita foi coordenada pela professora e gestora do Memorial do escritor, Silmara Oliveira, que também é acadêmica da Alita, e exibiu alguns trechos de algumas obras do escritor, que relatam o modo de vida da sociedade em uma época marcada por lutas de terra no auge do cacau. Os personagens são de ascendência africana e indígena, refletindo o ambiente multicultural da região, palco de suas ficções.
De acordo com Silmara, o contexto cultural apresentado no evento marca a importância de ampliação do nome Adonias Filho para a sociedade regional, fomentando o interesse das pessoas para o aprofundamento da vida e obra de Adonias Filho. “Ao fazer 100 anos, o evento traz a carga da memória da fundação das Terras de Cacau, e o Memorial faz parte desse propósito de preservação e disseminação da obra”, avaliou.

A importância do evento foi também evidenciada pela prefeita de Itajuípe e vice-presidente da Amurc, Gilka Badaró, que segundo ela, desde o ano passado o município tem se envolvido no projeto de valorização e disseminação da vida e da obra do escritor. “A partir dessa iniciativa, as crianças de Itajuípe já sabem e sentem o interesse nessa discussão. Por isso, é importante motivar os estudantes a terem atração e motivação para ler as obras do filho mais ilustre da cidade”, destacou.
Para o presidente Lenildo Santana, o evento marca o resgate histórico do escritor que relembra de forma preciosa a história do cacau, além de incentivar a disseminação da cultura na cidade e na região. “Além de um homem político, Adonias é um exponencial da cultura do país e possui muitas contribuições para a população local e regional”, revelou.
Na abertura estiveram presentes, o presidente da Fundação Pedro Calmon, Zulú Araújo, representando o governador Rui Costa, o professor Fernando Oliveira, presidente do Colóquio Internacional Adonias Filho, a vice-reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia, Joanna Angélica Guimarães, o professor e diretor do Departamento de Letras e Artes da Uesc, Isaías Carvalho, representando a reitora da Uesc, o prefeito de Ibicaraí e presidente da Amurc, Lenildo Santana.
Ainda estiveram presentes, o chefe de gabinete Vitor Veiga, que representou o prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, os deputados estaduais Marcelino Galo e Zé Neto e a professora Baísa Nora, representante da Academia de Letras de Ilhéus. A Mesa Debatedora contou com a presença da presidente da Alita, Sônia Maron, o professor Rui Póvoas, a professora Margarida Fahel e o escritor Cyro de Matos.
Histórico
Adonias Aguiar Filho, filho de Adonias Aguiar e de Raquel Bastos de Aguiar, nasceu na fazenda São João, em Itajuípe, em 27 de novembro, de 1915. Foi um integralista, jornalista, crítico literário, ensaísta e romancista brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras. Ele foi consagrado com o título de imortal pela Academia Brasileira de Letras em 14 de janeiro de 1965. Recebeu em 23 de maio de 1969, a posse da cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras pelas mãos do acadêmico Jorge Amado.
Adonias buscou inspiração para as suas obras de ficção na zona cacaueira. Esse ambiente é notado logo no seu romance de estreia, "Os servos da morte", publicado em 1946. No romance, aquela realidade serviu-lhe apenas para recriar um mundo carregado de simbolismo, nos episódios e nos personagens, encarnando um sentido trágico da vida e do mundo.

Por - Viviane Cabral

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