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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Em pleno julgamento do Mensalão, José Dirceu assinou um contrato de R$ 75 mil mensai

SEGUNDA-FEIRA, 8 DE DEZEMBRO DE 2014

Em pleno julgamento do Mensalão, José Dirceu assinou um contrato de R$ 75 mil mensais com a Camargo Corrêa. Para quê? Ora, precisa ter para quê?

Diego Escosteguy, da Revista Época, conta em detalhes a relação entre o mensaleiro José Dirceu e a Construtora Camarço Corrêa, no anoitecer do Mensalão e em pleno Petrolão.

Uma empresa do petista José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, condenado por corrupção no escândalo do mensalão e político mais influente na Petrobras nos governos deLuiz Inácio Lula da Silva, recebeu R$ 886 mil da empreiteira Camargo Corrêa entre 2010 e 2011. Na época, ele já era réu no processo mensalão e exercia influência na Petrobras. No mesmo mês em que assinou o contrato com a empresa de Dirceu, a Camargo obteve dois contratos com a Petrobras para prestar serviços na refinaria Abreu e Lima. 

Os contratos somam R$ 4,7 bilhões e, segundo os depoimentos do ex-diretor da PetrobrasPaulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, foram fechados mediante pagamento de propina ao PT e ao PP. Embora negue, foi Dirceu quem indicou Renato Duque, então diretor de Serviços da estatal e responsável pelos contratos da Camargo, acusado por Costa, Youssef e por um empreiteiro de cobrar propina para o PT.

As provas da relação secreta entre Dirceu e a Camargo foram descobertas pela PF há três semanas, durante buscas na sede da Camargo. No mesmo dia, apelidado pelos investigadores de "Juízo Final", houve buscas em outras oito empreiteiras, nas casas de executivos dessas empresas e em escritórios de lobistas. 

Na semana passada, ÉPOCA obteve acesso exclusivo à íntegra desses documentos. São milhares e milhares de páginas, que se somam às já dezenas de milhares de documentos apreendidos desde o começo daoperação Lava Jato, em março. Elas expõem a relação promíscua entre as grandes empreiteiras do país e os políticos que detêm influência em estatais como a Petrobras. Reforçam, com fortes evidências, a acusação de que essas empreiteiras formavam um cartel para assegurar os maiores contratos da Petrobras. Apontam novos casos de corrupção em outros órgãos do governo - e até no exterior. 

Nos próximos dias, fundamentados em larga medida nesses documentos apreendidos, os procuradores da força-tarefa da Lava Jato denunciarão à Justiça os empreiteiros acusados de montar o cartel. LEIA MAIS AQUI.

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