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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Fábrica da Trifil e SCALA no sul da Bahia se adapta para atender colaboradores com deficiência visual

Adequações foram feitas na unidade de Itabuna; objetivo é dar melhores condições de trabalho e circulação dentro da unidade

O Grupo Scalina, responsável pelas marcas Trifil e SCALA, acaba de concluir as obras de melhoria em infraestrutura e acessibilidade para os 150 deficientes que trabalham na unidade de Itabuna, no sul da Bahia. Para os 10 deficientes visuais, foram instaladas botoeiras em braile em todas as máquinas, entradas de salas, elevadores e nos acessos às escadas. Todos os corredores de circulação, salas de produção e banheiros ganharam pisos táteis, criando um relevo sobre o piso adjacente ajudando no deslocamento.  Por meio de signos, o deficiente visual consegue interpretar caminhos, desvios e alertas durante sua locomoção.

As obras de acessibilidade foram realizadas de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e sob a supervisão dos engenheiros Ricardo Veiga, Sailon Cecílio e Huri Luz.




Sob a coordenação de Nathalie Lopes e sua estagiária, Adriana ferreira, o objetivo do Projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência do Grupo Escalina é dar aos colaboradores melhores condições para trabalhar e circular com segurança pelas dependências da fábrica. O presidente da Associação de Cegos do Sul da Bahia, Jamison Barbosa, ressalta que as obras são de grande importância para os colaboradores da empresa que tem deficiência visual, e que hoje correspondem a 5% dos 3 mil funcionários que a fábrica emprega.

Deficientes visuais

Com as adaptações feitas na unidade itabunense da Trifil a realidade de inserção de deficientes visuais no mercado formal de trabalho está mudando. Portadora de cegueira desde a infância, Ione de Jesus Pereira revela que primeira vez ela está tendo a oportunidade de trabalhar numa grande empresa como outro cidadão qualquer.

“Antes, eu me sentia como se fosse mais que uma deficiente visual, ou seja, uma pessoa inútil. Porque era obrigada a me contentar com o benefício social pago pelo governo sem ter a chance de mostrar que poderia ser uma pessoal economicamente ativa para a sociedade. Agora, graças a intermediação da Senai na qualificação da mão de obra estou tendo a chance de trabalhar como auxiliar de produção numa grande indústria totalmente adaptada às condições de acessibilidade que um deficiente visual precisa”, afirma.

A afirmação de Ione também é partilhada por seus colegas Valmerindo Jesus Lima e Marcelo Francisco dos Santos. Eles lembram como era triste viver uma rotina como se fossem pessoas esquecidas pela sociedade. “Depois que comecei a trabalhar aqui na fábrica, a minha vida mudou. Hoje não vivo mais depressivo, melhorei a minha autoestima, passei a interagir com outras pessoas e fazer novas amizades como qualquer outro trabalhador”, ressalta Valmerindo.

  Trifil e SCALA

Atualmente, a marca Trifil é referência em meias-calças e lingerie, está presente em 18 mil pontos de vendas em todos os estados brasileiros e é líder no segmento de meias-calças, com mais de 50 anos de tradição no mercado. A marca também possui lojas próprias, em São Paulo e Brasília.

Já a SCALA é uma das maiores redes de moda íntima e casual do país, com operação de franquias, lojas próprias e varejo multimarca selecionado. Em plena expansão, processo iniciado em 2002, a marca conta com mais de 100 lojas espalhadas nos principais shoppings do Brasil. Produzidos com tecnologia de ponta, os produtos SCALA seguem as principais tendências de moda e está presente em países como Inglaterra, EUA, México, entre outros. As exportações somam hoje 5% da fabricação anual.

Em 2010, o Grupo Scalina passou a fazer parte do The Carlyle Group, um dos principais investidores mundiais de private equity com US$ 153 bilhões de ativos sob gestão, comprometidos com 89 fundos e 49 fundos de fundos (“funds of funds”), até 31 de março de 2011. Em 2011, o Grupo Scalina vendeu participação minoritária para O Boticário e Eudora. 


Por - Erivaldo Bomfim
MktMix assessoria de Comunicação
Tânia Otranto, Balia Lebeis e Roberto Ethel

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