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quinta-feira, 27 de junho de 2013

População da Ilha de Itaparica protesta contra o ferryboat e Agerba

Presidente da Associação Comercial de Vera Cruz, Lenise Ferreira, acha que a Justiça já devia ter tomado uma providência

Cartaz contra a Agerba e o ferryboat nas manifestações de sábado passado, em Salvador. Os protestos contra o serviço deficiente do ferry ciontinuaram hoje em Itaparica e Vera Cruz.
Cartaz contra a Agerba e o ferryboat explorado pela InternacionalMarítima nas manifestações de sábado passado, em Salvador. Os protestos contra o serviço deficiente do ferry ciontinuaram hoje em Itaparica e Vera Cruz.
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
A presidente da Associação Comercial de Vera Cruz, Lenise Ferreira, voltou a criticar a Agerba e a concessionária Internacional Marítima, que explora o Sistema Ferryboat, por prejudicarem os usuários ao não retomarem a venda depassagens com hora marcada e o SIBE (Smart Card do Ferry). Para a empresário, é inconcebível se deixar o usuário enfrentando filas diariamente para trabalhar na Ilha de Itaparica e em Salvador.
“São médicos, enfermeiros, estudantes, comerciantes, funcionários do judiciário e bancários que são prejudicados no seu dia a dia. Sempre contamos com a venda de hora marcada em diversos pontos dos shoppings de Salvador, como em Santo Antonio de Jesus, na Ilha, Iguatemi e nos guichês dos terminais marítimos. Isso é uma regressão. Em vez de melhorarem o serviço, estão trabalhando na contra-mão”, sustentou.


O sistema de venda de hora marcada no ferryboat funcionava desde 1987, quando foi implantado pelo então governador Waldir Pires e serviu como referência até para a criação do SAC (Serviço de Atendimento do Cidadão) pelo governo do Estado. Em 2012, com a crise no sistema ferryboat, a concessionária paulista TWB, com poucas embarcações em tráfego, decidiu suspender o serviço.
Com a reforma atual dos navios, o ferryboat voltou a contar com cinco embarcações, segundo garantem a Agerba e a Internacional Marítima, número suficiente para a retomada do hora marcada e do cartão SIBE. Mas mesmo assim a concessionária atual do ferry insiste em não reativar o hora marcada.
“Eles (diretores da Internacional Marítima) acham que o povo da Ilha de Itaparica está querendo mordomias. Chamam de mordomias anos e anos de sofrimento e de prejuízos com esse caos que o o ferryboat. Estão violando o direito de ir e vir das pessoas. É caso para a Justiça ou de cadeia mesmo”, afirmou Lenise.
Protestos na Ilha - A onda de manifestações que atinge a Bahia e todo o país está motivando as comunidades da Ilha de Itaparica a se mobilizarem também contra os péssimos serviçosprestados pela Internacional Marítima. Na manifestação de Salvador, no último sábado, vários cartazes contra a Agerba e o ferryboat foram conduzidos.
Nesta sexta-feira, ocorrem novas manifestações na Ilha: uma em Itaparica e outra em Vera Cruz. Além do péssimo serviço da Internacional Marítima, os moradores da Ilha não poupam críticas ao sistema de tranasporte como um todo de toda a Ilha, a precariedade dos serviços de saúde, educação e infraestrutura. As críticas contra a falta de ação dos governo do Estado e dos municípios são pesadas.
Fila do ferry bateu em Mar Grande – Foi muito sufoco e sofrimento para milhares de usuários que escolheram o ferryboat para chegarem a Ilha de Itaparica e outras cidades durante o São João. Na saída de Salvador, a fila de veículos passou do Largo de Roma. No retorno, segunda-feira à tarde, invadiu a cidade de Vera Cruz (Mar Grande), chegando a mais de 6 quilômetros até o terminal de Bom despacho.
Ao contrário do que informavam de forma equivocada e com insistência algumas emissoras de televisão, o tempo de espera para embarque passou de oito horas. A TV Bahia, por exemplo, disse que o usuário, na sexta-feira, estava esperando somente duas horas para embarcar. Com a fila de veículos, em Roma, fica impossível o usuário embarcar duas horas depois. Isto não existe. Nem com 10 ferries operando, o que não foi o caso. Só três ou quatro em tráfego.
É Muito Pior que a TWB – Pelo que se percebe através de alguns veículos de comunicação, a concessionária do ferryboat está muito bem, o serviço vai de vento e popa e o usuários está satisfeito. A nossa mídia parece que anda almoçando muito bem. A Internacional já cumpriu mais de três meses do “contrato emergencial” de seis meses que tem com o governo do Estado.
A Inter veio para Salvador através da Seinfra e Agerba, escolhida a “dedo de ouro”. Em 2009, quando a TWB já aprontava muito no ferryboat, dois diretores da Agerba foram até São Paulo para buscar informações junto ao Dersa sobre a concessionária, pois o governo da Bahia já estava invocado com a péssima TWB.
O Dersa é o órgão do Governo de São Paulo que regula a travessia Santos-Guarujá, onde a Internacional também atua. Os diretores da Agerba voltaram para Salvador decepcionados com o que ouviram: “É melhor vocês ficarem com a TWB. Esta daqui (Internacional) é muito pior”.
Resumo da ópera: o governo Wagner já sabia há muito tempo tudo sobre a Internacional Maritima. E trouxe a empresa do Maranhão para a Bahia. Isso é que é incompetência.

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