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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ofurôs são construidos na BR-101


O flagrantes das fotos demonstram a arte do artista José Raimundo (baixinho do barril), hereditária. Sua oficina de barris e ofurôs, fica localizada em frente ao Posto Lorena, quilometro 482, da BR-101, entre os municípios de Itajuipe e Uruçuca-Bahia. Ele tem desejo de mostrar sua arte no programa de Gugu (SBT) ou Faustão (Globo). Trata-se de uma arte milenar e já em extinção, por esse motivo o artista já foi convidado para os Estados Unidos, mas "Baixinho do Barril" confessou a Expressão Livre, que não deixa o Brasil por nada. Nessa arte, não se usa cola ou prego, somente o calor do fogo. José Raimundo, merece atenção especial!

O que é Ofurô!

Uma Tradição Japonesa
Ofurô, literalmente, “O sublime lugar do calor”.
Contam as antigas escrituras Japonesas que graduados Monges Zen, quando construíam Monastérios (século XII), primeiro montavam uma sala de meditação com um Ofurô anexo, para depois dar inicio a construção do prédio principal.
Os Samurais (Século IX ao XIX), bravos guerreiros com seus rígidos códigos de Honra, adotaram a filosofia Zen para manterem um autocontrole da mente mesmo sob combates mortais. A prática do Zen incluía entre outras coisas o banho de Ofurô para uma purificação mental.
No Japão de hoje, onde existe um grande respeito por suas tradições seculares, o costume do banho de Ofurô, ainda é uma atividade familiar diária. Na forma tradicional, o banho de ofurô é de uso coletivo e tem mais função de higiene mental do que de limpeza física. Para que a água possa ser compartilhada por todos da família sem a necessidade de trocá-la, a higiene física, deve ser feita fora do ofurô.
O ato de lavar-se e enxaguar-se têm uma seqüência ritualística, e é feito num espaço em frente ao ofurô sobre um estrado de madeira. Inicia-se molhando o corpo com água retirada do ofurô com um balde de madeira, tornando-o sobre a cabeça. Depois de todo ensaboado, sentado em uma banqueta de madeira, torna-se mais água do ofurô sobre o corpo até retirar todo resíduo de espuma, para então entrar no ofurô e deleitar-se da água limpa e bem quente, acima de 40ºC.
A estética Zen - O uso popular da madeira na arquitetura Japonesa, tem como base o conceito Zen da simplicidade estética. Simplicidade como expressão visual é o resultado da eliminação continua de supérfluos, na redução da forma, espaço, motivos, funções, e materiais, para um mínimo necessário de modo a cumprir com o propósito da existência. Nenhum artificialismo ou sofisticação deve esconder a verdadeira essência do material e suas propriedades naturais. A reação emocional será imediata e profunda.