Lixo

Itabunense seja educado não jogue lixo na rua e nem no Rio Cachoeira. A Natureza agradece!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Gama: do carrinho de mão ao vendedor de veiculo.


Gamaliei Tamarindo dos Reis, o nosso popular Gama, nasceu ainda em Macuco, em 17 de Março de 40, quando o local era distrito de Itabuna. Filho de Joana Borges e Benedito Tamarindo dos Reis, chegou em Itabuna no ano de 47, data da grande enchente como ele gosta de frisar. Aqui na cidade trabalhou carregando feiras em carinho de mão da Feira Livre para o centro e bairros. Também foi um dos pongadores da Maria Fumaça (Trem de Ferro), que, na época trafegava ao lado da Feira, antiga rua da linha para a cidade de Ilhéus. Trabalhou também por seis anos no “Elite Bar”, de onde partiu para Salvador para servir o exército. Viajou através da marinete da Sulba. Na capital permaneceu por dois anos. De retorno a Itabuna aos 21 anos, ingressou no mercado de carros como corretor de automóvel, caracterizando sua profissão até os dias de hoje. No setor o corretor Gama goza de muito conceito e prestigio junto aos seus colegas e clientes. Lembra com muito orgulho de seus amigos e colegas: Zé Garcia, Antoninho Santana Ary de Raminho (Falecidos) e que lhe deram grande suporte no inicio de sua nova profissão. Ainda citando o nome de Nozinho, seu grande amigo, pai de Moacir e Bolinha, gozando de muita saúde, lembrou de uma história pitoresca de Raimundo Santana, filho de Antoninho Santana (Cauby), ultimamente residindo em São Paulo, conta Gama que o jovem corretor Cauby, recebeu uma ordem de Ary de Raminho para pegar um carro (Maverik) de cor vermelha que estava estacionado na avenida Beira-Rio. Chegando lá, o corretor encontrou dois Maverik`s com as mesmas cores, colocou a chave no quadro de um deles e deu partida para a ´praça Adami, Chegando ao destino, o experiente Ary de Raminho descobriu que o carro estava trocado. O fato gerou uma grande gozação com o inexperiente Cauby, que retornou com o carro ao mesmo local, trazendo em seguida o carro combinado. Gama, conta também que naquela época o homem tinha palavras e não faziam nenhum negócio errado, ao contrário de hoje onde a clonagem em veículos é uma constante. Aos sessenta e seis anos e gozando de uma grande saúde e relacionamento na sociedade de Itabuna, Gama continua o seu negócio vendendo carro, hoje, com um olho aberto e outro fechado.
“É uma profissão que aprendi a me dedicar” diz o velho corretor com muito orgulho, solicitando aos mais jovens seriedade no ramo em Itabuna, “pois a nossa cidade é um dos maiores mercados de carros usados do estado da Bahia”!